Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 05/10/2019

A subnutrição é um problema enfrentado pelo mundo todo, porém, seu índice é mais alto em países em desenvolvimento. Embora nos últimos 30 anos essa taxa tenha sido reduzida pela metade, 10% da população ainda sofre com essa questão, segundo o Jornal da USP. Essa alta taxa ocorre, devido à má distribuição de alimentos existente nos países, e ela se trata de um grande obstáculo para a saúde mundial.

Primeiramente, deve-se ressaltar a importância da distribuição igualitária de alimentos em uma nação. Em meados do século XVIII, o economista inglês, Thomas Malthus, propôs uma teoria, posteriormente denominada Teoria Malthusiana, na qual ele relacionava o alto índice de fome em seu país à produção de víveres que, segundo o economista, era menor. Por certo, essa hipótese não cabe ao presente. Conforme pesquisas do Instituto de Estudos Avançados, IEA, nos países em desenvolvimento a taxa de produção de alimentos é suficiente para alimentar toda a população. Dessa forma, a subnutrição é, majoritariamente, causada distribuição desigual de alimento.

Nesse contexto, vale salientar, também, os prejuízos causados à saúde da população, em virtude da má distribuição alimentícia. De acordo com estudos do IEA, 50% da população brasileira ainda não possui acesso ao saneamento básico. Certamente, a ingestão de alimentos e água sem o tratamento adequado implica maiores chances de se adquirir doenças infecciosas, devido a uma possível contaminação dos alimentos. Além disso, a falta de nutrientes na dieta do indivíduo pode causar-lhe doenças mais graves, como o raquitismo ou anemia, considerando que, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, 30% das mortes anuais são causadas pela desnutrição.

Em síntese, a desnutrição, no cenário mundial, é fruto da distribuição alimentícia irregular e causa prejuízos à população. Portanto, cabe à Organização Mundial da Saúde, juntamente com os sistemas públicos nacionais de saúde, por meio da criação do programa “Saúde para Todos”, que fornecerá  alimentação e saneamento básicos às áreas necessitadas, a fim de garantir sua distribuição igualitária. Assim, espera-se reduzir a taxa mundial de subnutrição e, consequentemente, seus decorrentes problemas à saúde da população.