Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 09/10/2019
Na África subsaariana ainda é bem recorrente casos de pessoas que morrem por problemas decorrentes da subnutrição. Atualmente, o Brasil, apesar de toda a seu poderio agrícola, ainda enfrenta problema parecidos com os que acontecem na África subsaariana, no qual pessoas tem que enfrentar problemas de saúde causados pela alimentação precária ou inadequada. Diante disso, é necessária uma melhor distribuição de renda, bem como, a criação de novos meios de armazenamento de alimentos, para que atenuar esse problema no Brasil.
Sob a óptica da filosofa alemã Hannah Arendt, no qual afirma que todos os cidadãos têm direito a ter direitos. Mediante a isso, o Estado deve garantir que a distribuição de rendas, criadas especialmente para pessoas carentes, seja feita de modo eficaz e de acordo com a necessidade de cada pessoa. O que não acontece, pois dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de cinco milhões de pessoas foram enquadradas na situação de subnutrição entre 2015 e 2016, demonstrando a necessidade de uma distribuição de renda mais eficaz.
Ligado a isso, os fatores climáticos, como as secas que castigam severamente os estados do nordeste, e o desperdício de alimentos, que segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) são desperdiçados cerca de 70 mil toneladas de alimentos por ano no Brasil, o que corrobora para a subnutrição da população brasileira mais necessitada. Além disso, problemas relacionados à má nutrição são responsáveis por cerca de 3,1 milhões de crianças no mundo.
Torna-se evidente, portanto, que é dever do Estado em parceria com o Ministério da Segurança, desenvolver um sistema de fiscalização eficiente que garanta que as rendas especiais, desenvolvidas para assegurar que as pessoas mais necessitadas não passem fome, sejam distribuídas de maneira justas e igualitárias entre elas, para que essa parte específica da população tenha uma preocupação a menos em suas vidas e consigam viver de forma saudável. De modo que o direito de uma boa alimentação seja realidade em todo o território nacional, e o pensamento da filosofa alemã Hannah Arendt torne-se cada vez mais crescente e perene na nossa sociedade.