Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 09/10/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a subnutrição e a má distribuição de alimentos no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrisecamente ligada à realidade do país, seja por fatores econômicos, seja por fatores sociais.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil tem um sistema público eficiente. Contudo, ao observar a desigualdade econômica e social, nota-se o contraste: milhares de pessoas subnutridas e que lidam com a fome diariamente. Diante do exposto, é inadmissível que uma pequena parcela previlegiada da sociedade retenha muitos recursos, enquanto a maioria goza de tão pouco.

Além disso, a dissipação de alimentos encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra “modernidade líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão do desperdício funcionando como um forte empecilho para sua resolução.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o governo, em parceria com o Ministério da Saúde (OMS), devem financiar projetos educacionais alimentares, atráves de verbas governamentais com a finalidade da criar de estratégias a fim de evitar o desperdício, considerando que as escolas é a principal arma do estado. Vale ressaltar, que a educação é, sem dúvida, um dos caminhos para diminuir as desigualdades socioconômicas vigentes no país. Ademais, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo.