Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 11/10/2019
Apesar da recente fala do Presidente da Republica, Jair Bolsonaro, no Brasil ainda há pessoas que passam fome e/ou são subnutridas, assim como também era recente a situação do país melhorando sua posição nas lista de nações que faziam ações para enfrentar este problema.
A fome e a desnutrição são problemas nas estruturas de acesso ao alimento e não quanto à produção uma vez que a produção mundial de alimentos é suficiente para alimentar os mais de sete bilhões de habitantes da terra, o problema é o custo de centralizar terra na mão de grandes produtores fazendo com que a necessidade de alimentar-se seja monopolizada, comercialmente especulada e cada vez mais tóxica -considerando a ideia mercadológica de produção: mais colheita, mais fertilizantes químicos e agrotóxicos…
Recentemente os índices de desmatamento em áreas de produção cresceram exponencialmente, inclusive vimos um episódio lamentável da Amazônia em chamas com a fumaça chegando em São Paulo, estas queimadas e latifúndios deixam a terra infértil. Além de toda problemática ambiental na produção do alimento, o custo para chegar na mesa do consumidor e as condições de armazenagem faz com que uma seleta gama de pessoas tenham acesso à um bom produto, isto quer dizer uma alimentação que supra suas necessidades físicas e a outra parte da produção vai ao lixo, sem ao menos um projeto de reuso da matéria orgânica.
Com isso devemos cobrar que o governo federal crie fomentos para estimular a agricultura local e familiar com redução de impostos sobre as propriedades rurais locais e por meio da Anvisa fazer o controle de substâncias químicas utilizadas na produção. Também por meio das Universidades Federais criar centros de estudos para formação de novos agricultores que visem a produção de alimento que não infertilize a terra para garantir o alimento de mais pessoas no presente e principalmente das futuras gerações.