Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 30/10/2019
Desde o século XIX o mundo se pautava na teoria Malthusiana, a qual definia o crescimento populacional como o principal culpado pela má distribuição de alimentos no mundo. Ainda que comprovadamente a falta de disposição dos alimentos não seja pelo aumento de pessoas no mundo, os casos de falta de planejamento no ciclo do alimento até a mesa do consumidor, falta de empatia e desperdício da comida fazem parte desse novo estigma social.
Em síntese, é preciso entender que para ter possuir alimentos em abundância, o país precisa ter clima e terra propensos para tal finalidade. Segundo a Organização Mundial do Comércio, o Brasil é o 2º maior exportador de alimentos. Embora, o país tenha tal protagonismo no comércio, o site da folha, estima que 15 pessoas morrem de desnutrição no Brasil. Nesse contexto, é axiomático a falta de eficiência do governo em estimular que o produto consiga chegar em condições para todas as camadas da sociedade.
Por conseguinte, a ausência da empatia e de uma divulgação do atual panorama social sobre os alimentos estimulam, cada vez mais, um desperdício. Segundo o site UOL, 40% de todo o alimento produzido no Brasil é desperdiçado, consequentemente, não aproveitado e sem fim lucrativo. Sob tal ótica, de modo notável, percebe-se a inexistência de ações políticas que visem o reaproveitamento dessa comida para parte da população necessitada.
Nessa perspectiva, evidência-se a falta de inteligência desde a produção ao consumo final, de todo o ciclo. Por isso, cabe o Ministério da Agriculta em parceria com o Instituo Brasileiro de Estatística e Geografia, localizar e realizar palestras nas áreas em que o desperdício dos alimentos se encontram crescentes, para que seja determinado um horário diário para doação de sobras alimentícias que iriam para o lixo. Além disso, planejamento articulado no escoamento e na produção, visando a diminuição dos custos. Desse modo, Malthus ficará no passado.