Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 18/10/2019

A Teoria Populacional Malthusiana, desenvolvida por Thomas Malthus, alegava que a produção de alimentos crescia em progressão aritmética enquanto a população crescia em progressão geométrica, o que causaria escassez de alimentos e, como consequência, a fome. Porém, com a evolução tecnológica, a produtividade aumentou e, atualmente, sabe-se que há comida suficiente para alimentar todos os habitantes do planeta, evidenciando, assim, que a fome não é por conta da quantidade de alimentos disponíveis  para suprir a população.

Um dos aspectos que vale a pena a ser destacado é que um dos motivos para a fome é sua relação com os processos de formação de vários países. Exemplo disso é o Brasil,  que durante o Período Colonial, teve sua economia baseada no modelo do plantation, que consistia em plantações de cana-de-açúcar em grandes porções de terra concentradas nas mãos de poucos. Essa concentração trouxe consequências para a realidade atual,   que ainda consiste no predomínio de latifúndios.  Muitas dessas terras são latifúndios improdutivos, corroborando com uma realidade social onde há grande concentração de propriedade muitas vezes não sendo nem utilizadas e habitadas  sob domínio de poucos e pessoas que não possuem sequer um local de moradia, onde poderiam praticar a agricultura de subsistência para atenuar os problemas da subnutrição. Nesse sentido, é evidente que a má distribuição de alimentos é intrínseca à questão da distribuição territorial.

Ademais, a subnutrição é ligada à renda. Muitas pessoas passam fome por não possuir condições financeiras, gerando um mundo baseado em um sistema desigual, com comida para alimentar todo o contingente populacional, porém,  só os que possuem  renda tem acesso ao alimento, acentuando, dessa forma, a forme. Nesse sentido, é notório a relação entre desigualdade, má distribuição alimentícia e fome.

Portanto, cabe ao Governo, através de projetos sociais, reorganizar a estrutura fundiária,  de forma que todos possam ter um espaço pra subsistir, diminuindo, assim, a desigualdade e a fome e, além disso, através de políticas que visem amparar pessoas em situação de pobreza, promover a distribuição de cestas básicas para a população de baixa renda.