Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 21/10/2019

De acordo com o artigo sexto da Constituição Federal de 1988, todos têm direito à alimentação. No entanto, os impasses relacionados à carência de alimentos para a população e ao seu compartilhamento mostram que o preceito regulamentado juridicamente não está sendo exercido. Por isso, é necessário pensar em medidas que a distribuição de alimentos seja disponível a todos.

Em primeira análise, é importante ressaltar que a má alimentação e a subnutrição são duas das principais adversidades na sociedade brasileira. Nesse sentido, conforme dados divulgados pelo jornal “BBC Brasil” em 2019, mais de 5 milhões de pessoas passam fome no território brasileiro. Sob tal ótica, essa realidade apresenta importante preocupação, uma vez que, não é pela falta e sim pela má distribuição de alimentos que a fome se manifesta. Como desdobramento, muitas crianças e adultos vêm a óbito, colaborando para que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no Brasil esteja estagnado. Essa conjuntura pode ser comprovada por informações divulgadas pelo site da Organização das Nações Unidas (ONU) em 2018, segundo as quais a pontuação brasileira não tem sofrido significativas alterações há 3 anos.

Em segunda análise, é irrefutável que, a má distribuição de recursos alimentícios colabora para a assídua manifestação da subnutrição. Nesse contexto, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em 2018, no Brasil, cerca de 70 mil toneladas de alimentos são jogados no lixo anualmente, ação que sofre aumento gradativo. Isso posto, esse fato comprova de que a “cultura do desperdício” e a ineficaz administração do compartilhamento de alimentos são responsáveis, de maneira expressiva, pela subnutrição nacional.

Desse modo, torna-se evidente a urgência de mudança na disponibilidade e melhor compartilhamento de alimentos no país. Com o intuito de amenizar essa problemática, compete ao Poder Executivo destinar recursos para combater a subnutrição em locais de grande necessidade, por intermédio do aumento de projetos de combate à fome nos órgãos reguladores, tais como o “FAO Brasil” e o Ministério da Saúde, com os objetivos de atender as carências alimentares e oferecer suporte médico a pessoas debilitadas. Com o desígnio de melhorar o compartilhamento, as escolas, em parceria com as família, devem inserir a discussão sobre o tema, por meio de palestras e gincanas de conscientização do consumo exagerado, com a participação de especialistas, que debatam acerca do desperdício, com o objetivo de tornar a população mais consciente em relação ao compartilhamento de alimentos na ótica social. Somente assim, com melhorias sucessivas, haverá o cumprimento ao dispositivo legal e existirá uma melhor distribuição e extinção da fome no Brasil.