Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 21/10/2019
Com o advento da Revolução Verde, no Brasil, várias técnicas foram implementadas e propiciaram o aumento significado da produtividade agrícola do país. Contudo, observa-se que, mesmo com a produção suficiente para alimentar todos os cidadãos, a fome ainda é uma problemática. Nesse panorama, isso é decorrente do desperdício de alimentos que acaba tendo como resultado a piora da condição de vida dos mais pobres.
Em primeira análise, é valido pontuar que as relações de consumo da sociedade moderna possuem efeito direto na distribuição de alimentos. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, o consumo, nas sociedades contemporâneas, deixou de ter como objetivo satisfazer as necessidades e passou a ser uma ação com a finalidade completa. Nesse sentido, as pessoas, que possuem melhores condições, compram mais alimentos do que necessitam e desperdiçam o que excede a sua necessidade. Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura demonstram que metade dos alimentos comprados acabam no lixo. Dessa maneira, é importante que o desperdício seja contornado a fim de garantir que esses alimentos não acabem faltando para quem precisa.
Ademais, a escassez de alimentos provoca problemas de saúde e violam princípios constitucionais que regem a sociedade. Segundo a Constituição Federal, de 1988, a vida é um direito básico e inviolável. Porém, a falta de comida é um grande impasse na garantia desse direito, visto que não é possível manter a saúde do organismo, sem os nutrientes necessários. Nesse contexto, várias doenças se originam da fome, como por exemplo: Anemia, Raquitismo, Osteoporose e problemas de desenvolvimento físico e mental. Dessa maneira, é inaceitável que em uma sociedade democrática e garantidora de direitos continue a permitir que a fome assole a vida de seus cidadãos.
Infere-se, portanto que é necessário que o Poder Executivo promova um projeto que irá ampliar o acesso a alimentos, no Brasil. O projeto deverá promover campanhas contra o desperdício, por meio de redes sociais e televisão. Nessa lógica, deverão ser produzidos comerciais onde será mostrado lixões repletos de alimentos e, logo após, deverá ser apresentado crianças que se encontram doentes devido à falta de comida. Isso terá como finalidade comover o telespectador. Além disso, deverão ser concedidos descontos em impostos para empresas que doarem cestas básicas para ONGs, com intuito de incentivar essa ação por parte das empresas. Dessa forma, é possível mudar essa realidade e garantir que todos possam ter acesso aos nutrientes necessários para uma vida saudável e plena.