Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 25/10/2019

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, muitos pesquisadores buscam encontrar o motivo relacionado à fome no mundo, que tem matado, seja direta ou indiretamente, uma grande quantidade de pessoas. Todavia, o que deixou de ser notado, e por isso não houve melhorias significativas com a mecanização no campo advinda da Revolução Verde, foi que a questão da fome e a subnutrição não estava diretamente ligada à falta de alimento no mundo, e sim à má distribuição dele. Com isso, pode-se compreender a contemporaneidade buscando entender o processo de escassez de produtos alimentícios devido a ações humanas e à ausência da educação dos cidadãos diante dessa temática.

Em primeira instância, destaca-se a predominância do capitalismo no mundo desde antes da Guerra Fria; esse elemento, tão fundamental para a economia dos países, contribui para a distribuição de riquezas de forma desigual. Assimilando isso ao problema da má distribuição de alimentos, é notório que o acúmulo de bens prevalece sobre a forte necessidade de ofertar mantimentos para aqueles que não os possuem, acarretando, desse modo, a acumulação de riquezas na mão de poucos e a subnutrição de muitos. Tal processo desfavorece o crescimento econômico, visto que a falta de nutrientes corrobora para uma sociedade sem saúde, sem energia e, muitas vezes, sem a condição de se manter ativa para trabalhar e, em consequência, gerar a circulação de capital na região.

Em segundo plano, mas não menos essencial, torna-se imprescindível observar o agente primário causador da subalimentação no mundo: a educação. Dessa forma, entende-se que a ausência do debate nas instituições de ensino sobre esse assunto gera conflitos e também pouca atenção dada pela sociedade a um tema que deveria ser o centro de tamanha preocupação global. Assim sendo, é certo o que o dramaturgo irlandês George Bernard Shaw disse: “A ciência nunca resolve um problema sem criar pelo menos outros dez.”, posto que a falta de produtos alimentícios não é mais um fator preocupante, mas sim o desigual compartilhamento deles e a maneira como a população pouco se importa com esse fato alarmante.

Nesse contexto, é indispensável, portanto, que os governos federal, estaduais e municipais, juntamente com o MEC (Ministério da Educação), incluam o tema nas instituições educacionais, sendo ele reconhecido pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular), por meio de aulas, palestras, debates em roda e exames individuais acerca do assunto. Espera-se, com isso, alterar positivamente o quadro de subnutrição e má distribuição  de alimentos que ainda persiste no cenário brasileiro e mundial, formando assim, cidadãos aptos a discutir a temática com a finalidade de resolvê-la num futuro próximo.