Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 23/10/2019

A discussão sobre o crescimento da desigualdade social tornou-se mais comum no Brasil. Esse fato é reflexo do aumento nos casos de pessoas passando fome no país. Nessa perspectiva, indivíduos que vivem à margem da sociedade, como mendigos e dependentes químicos são as principais vítimas desse distúrbio social. Dessa forma, o precário sistema educacional brasileiro, como também o posicionamento do Estado diante desse infortúnio têm contribuído para esse cenário.

A princípio, nota-se que a educação no Brasil é conteudista, nesse sentido, mecanizada. Essa forma de ensino, segundo o Educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Desse modo, o conceito de cidadania e participação social deixa a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes de uma educação que estimule o pensamento crítico, acabam desenvolvendo uma pretensa superioridade frente às pessoas socialmente vulneráveis, como, por exemplo, moradores de rua. Essa visão etnocêntrica acaba gerando a exclusão social desse grupo de pessoas marginalizadas, que, muitas vezes, não têm meios para garantir sua sobrevivência, principalmente, nos grandes centros urbanos, acarretando, assim, no aumento da desnutrição no país.

Em segundo plano, o posicionamento do Estado também cumpre papel relevante para o aumento da fome no Brasil, pois apesar de haver na Constituição Federal, de 1988, o direito ao trabalho não existe politicas públicas que estimule a abertura de novas empresas, no entanto, a carga tributária brasileira acaba levando, muitas vezes, empresários  à falência, diminuindo, nesse sentindo, a oferta de trabalho. Por conseguinte, muito emigrantes que saem de suas cidades em busca de melhores condições de vida, nos principais centros urbanos, acabam,  muitas vezes, desempregados e sem as minimas condições de sobrevivência, consequentemente, muitos viram moradores de rua, uma das principais vítimas da fome no Brasil.

Fica evidente, destarte, a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar com a desnutrição no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deverá, junto às escolas, desenvolver projetos educacionais nos ensinos infantil e médio, como a semana do combate à fome, com estudo de casos e peças teatrais que possam conscientizar os jovens sobre as dificuldades que pessoas marginalizadas sofrem, mostrando a necessidade de ajudar esse grupo de pessoas, como também o Ministério do Trabalho desenvolver parcerias com empresas, com intuito de aumentar a oferta de trabalho, acabando, assim, como o desemprego e, consequentemente, com a fome no país.