Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 01/11/2019
Sob a perspectiva de Winston Churchill, “Para uma comunidade, não há melhor investimento do que dar leite aos bebês”. De maneira análoga percebe-se que existe no Brasil, cidadãos em estado de subnutrição decorrido da má distribuição dos alimentos. Dessa forma, urge que medidas sejam tomadas para amenizar a problemática, que é motivada não só pela má infraestrutura relacionada ao deslocamento desses alimentos, mas também ao modo de armazenamento precário e ineficaz.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de manutenção das rodovias dificulta o transporte das mercadorias alimentícias sendo uma das causas desse problema. Mais de 60% dos alimentos que circulam no Brasil são transportados pelas rodovias, sendo este o principal meio de deslocamento para abastecimento das cidades. A incidência de roubos e furtos são elevadas diante as dificuldades que os motoristas encontram nas estradas para realizar suas entregas, fazendo com que os preços dos refeições se elevem e o consumidor tenha que pagar mais caro.
Igualmente, salienta-se que os métodos para armazenamento dos alimentos, utilizados no Brasil, são ineficientes, tendo em vista a alta porcentagem de alimentos que são estragados antes mesmo de chegar às prateleiras. Dados apontam que cerca de 3 a cada 10 produtos agrícolas são apodrecidos antes de serem vendidos. Fazendeiros e agricultores não investem em tecnologias de armazenamento para que seus produtos sejam preservados e por isso a perca desses alimentos gera prejuízos que também são incididos ao valor final do produto para o consumidor.
Em virtude dos fatos mencionados, não há dúvida de que é preciso que seja tomada uma iniciativa para mudar a questão. Por isso, o Governo Federal deve investir na ampliação das redes rodoviárias e em parceria com o Ministério da Infraestrutura investir em outras opções de rede de transportes, como, por exemplo, as ferrovias, aerovias e hidrovias. Nessa lógica, o intuito de tal medida é fazer com que a utilização das vias de transporte seja melhor dividida de maneira que afete positivamente a taxa de perca de alimentos fazendo com que os produtos fiquem mais baratos e possam ser mais acessíveis a toda população. Ação que, iniciada no presente, é capaz de mudar o futuro, caso contrário, conforme Sartre, filósofo francês, “O ser humano é livre e responsável, cabe a ele escolher o seu modo de agir”.