Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 01/11/2019
Riqueza natural. Grande produtor de bens primários. Indivíduos com fome. Eis a realidade brasileira na questão da distribuição de alimentos. Sabe-se que o Brasil, bem como outros países subdesenvolvidos, exportam grande quantidade de produtos primários, no entanto, a população carente ainda sofre sem alimento e pouco se é feito por parte das autoridades. Diante de tais perspectivas, é imperioso que se análise fatores históricos e sociais visando a melhor compreensão acerca desse tema.
Primeiramente, sabe-se que o Brasil foi durante séculos colônia de exploração de Portugal, sobretudo a partir de 1500, e esse fato gerou grande desigualdade social no Brasil que permanece até os dias de hoje, como também é o caso de outros países subdesenvolvidos. Dessa forma, essas nações priorizam o mercado externo em detrimento do interno mesmo que sejam essas grandes produtoras de bens primários, como a soja e a laranja no caso do Brasil. Paradoxalmente, inúmeros indivíduos vivem em situação de fome por não terem acesso a esses recursos e serem marginalizados pela população, sendo, ainda, negligenciados pela União.
Ademais, sabe-se que no sistema capitalista, vigente desde o fim da Guerra Fria (1990), o principal objetivo das indústrias é o lucro e dessa maneira, o inúmero resíduo orgânico dessas não é transferido para a população humilde e sim, lançado em lixões. Além disso, cabe citar a Revolução Verde de 1970, na qual países centrais comercializaram insumos e tecnologia agrícola com o discurso de eliminar a fome mundial, no entanto, sabe-se que o real objetivo era o lucro e não houve êxito, uma vez que grande parte dos países periféricos ainda possuem população carente de alimento. Sob esse prisma, é possível perceber o desamparo vivido pelos indivíduos que sofrem com a fome, destacando a importância de buscar solucionar essa problema.
Pode-se perceber, portanto, que a distribuição de alimentos no Brasil é demasiadamente desigual e carece de medidas para atenuar esse quadro. Sendo assim, é imprescindível que o Governo Federal financie indústrias para que essas distribuam os alimentos extras que seriam desperdiçados à população em situação de fome, requerindo declaração de renda mínima, com o intuito de não prejudicar o lucro das grandes corporações e ainda garantir alimentação para esses indivíduos, evitando, ainda, desperdício e acúmulo de resíduos prejudiciais ao meio ambiente. Não obstante, a União deve ainda intensificar políticas como Bolsa Família, principalmente em famílias em que há crianças matriculadas em escolas, para que a curto prazo haja renda para a compra de alimento e a longo prazo, a educação promova uma maior qualidade de vida.