Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 14/11/2019
“A reforma alimentícia”
A Revolução Verde que aconteceu a partir da década de 1960, surgiu com o discurso de combate à fome mundial, visto que, a produção agrícola teve um enorme aumento. Todavia, tratou-se apenas de uma narrativa falaciosa, pois o resultado foi o aumento da concentração fundiária e da insegurança alimentar, consequentemente, na elevação da subnutrição global. Assim, seja pela má distribuição de alimentos, seja pela falta de aproveitamento das comidas, essa situação representa um preocupante atraso mundial,necessitando ser revertido.
Em primeira análise, a subnutrição é definida pela má ou falta de alimentação, que resulta na pobreza nutricional do corpo, atingindo cerca de 10% da população mundial, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Tal fator acontece, não pela falta da produção agrícola, mas pela péssima distribuição alimentícia, consequência de fatores históricos, em que os países mais desenvolvidos e ricos concentram as safras, controle de preços e a redistribuição, limitando o acesso populacional e prejudicando milhões de pessoas.
Ademais, apesar da existência do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMS), que é voltado para o desenvolvimento sustentável da natureza e medidas econômicas verdes, o reaproveitamento alimentar ainda é muito pequeno, dado que, quase 50% dos produtos são desperdiçados e em condições de serem redistribuído, indo diretamente para as lixeiras ou aterros sanitários, por conseguinte, dificultando ainda mais o acesso alimentar dos mais carentes.
Em suma, são necessárias medidas que diminuam o desequilíbrio distributivo alimentar. A Organização das Nações Unidas (ONU), com apoio da FAO, da Organização Mundial da Saúde e das maiores empresas multinacionais internacionais, devem investir em projetos que ajudem no fornecimento de alimentos periodicamente em áreas com maiores riscos e crises humanitárias. Além de, investir nos pequenos agricultores e de subsistência localizados nessa região (insumos, tecnologias, mão de obra barata), e promovendo maiores oportunidades para o seu desenvolvimento, melhorando a produtividade local e diminuição das desigualdades, assim, resultando em um déficit na subnutrição mundial.