Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 24/10/2020
Os pilares da democracia possuem a liberdade e a igualdade como direitos fundamentais aos cidadãos. Embora essa afirmação devesse ser aplicada no cenário brasileiro, devido à Constituição Cidadã ser baseada nessas premissas, ela não e efetiva no que diz respeito à questão da fome que atinge a população. A igualdade não é garantida devido aos obstáculos tanto na distribuição dos alimentos produzidos em território nacional, quanto na falta de políticas focada nos mais vulneráveis.
De início, cabe destacar que o brasil é um dos maiores exportadores do mundo. Desde a colonização, o território ofereceu produtos como o pau-brasil, a cana-de-açúcar, o algodão e até a mineração tanto para a metrópole quanto para outras nações em trocas comerciais. Mesmo que hoje o povo “tupiniguim” seja independente de sua antiga metrópole, a maior parte da produção agrícola ainda é destinada para a comercialização exterior e prejudica a distribuição dos alimentos no país, o que acarreta cerca de 5% da população em situação de fome.
Por outro lado, mesmo que já tenham existido programas sociais não foram suficientes para diminuir essa desigualdade no país. A extinção da fome, a promoção da agricultura sustentável e a melhoria da nutrição são objetivos da ONU no desenvolvimento sustentável dos países. Mas, essa realidade ainda está longe de se concretizar visto que programas brasileiros como o Fome Zero, que oferecia acesso à alimentação, não possuiu continuidade em trocas de governos e deixa famílias em condições de necessidade. Logo, é necessário que esses projetos continuem independente do término de um mandato.
Fica evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas e permanecer ao longo dos mandatos para auxiliar na diminuição da fome no território brasileiro. Por meio de leis, o governo deve estabelecer um percentual para o comércio exterior com o objetivo de que mais alimentos cheguem às mesas dos brasileiros devido a maior circulação interna de produtos. É papel do Estado, também, retomar as atividades de restaurantes populares, que eram oferecidos nas campanhas de Fome Zero, para conseguirem levar alimentação ao maior número possível de pessoas. Assim, poderemos começar a enfrentar o problema da fome no país.