Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 19/02/2020

O último índice do mapa da fome da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Alimentação e a Agricultura (FAO) obteve como resultado mais de 820 milhões de pessoas no mundo sofrem de fome. Com base na  prevalência de desnutrição (PoU) que é uma estimativa da proporção da população cujo consumo habitual de alimentos é insuficiente para fornecer os níveis de energia necessários para manter uma vida ativa e saudável normal. De fato com as estimativas e o índice global da fome mostram um aumento considerável da fome.

Em 1981, o indiano ganhador do Prêmio Nobel de economia, Amartya Sen, em seu livro “Pobreza e Fomes”, identifica a existência de populações com fome mesmo em países que não convivem com problemas de abastecimento. Isto significa que um dos fatores primordiais para o agravamento de populações famintas no mundo: nada menos que o desperdício de alimentos. Dentre outros casos, os conflitos das guerras deixam parte da população com escassez de alimentos necessários para se ter nutrientes adequados para o corpo da pessoa. De fato a subnutrição deixa os indivíduos enfraquecidos e incapazes de sustentar suas familias com dignidade de uma vida sadia.

O que acontece com a distribuição da comida, já que a produção mundial de alimentos é largamente superior à demanda, mas acaba sendo, em grande parte, desperdiçada. Contudo, de acordo com a FAO, um terço de toda a comida produzida anualmente (em torno de 1,3 bilhões de toneladas) não é consumida. De tudo o que é jogado fora, apenas 25% já seria suficiente para abastecer a população com fome.

A má distribuição e a falta de discernimento para as pessoas que não possuem alimento o suficiente para o consumo. Diante disso, o Estado com colaboração da população para combater um mal que perdura por séculos em diminuir as perdas exageradas de alimentos, mostrando procedimentos eficazes para a distribuição e armazenamento adequados da acomodação dos alimentos evitando o máximo possível de perdas de alimentos.

da ativa e saudável normal.Após décadas de declínio constante, a tendência da fome no mundo, que é medida pela prevalência da desnutrição, foi revertida em 2015. Nos últimos três anos, as taxas permaneceram praticamente inalteradas em um nível ligeiramente abaixo de 11%. No entanto, o número de pessoas atingidas pela fome aumentou lentamente. Como resultado, mais de 820 milhões de pessoas no mundo ainda passavam fome em 2018, ressaltando o imenso desafio de atingir a meta do Fome Zero até 2030.De fato precisamos redobrar as forças no combate à fome, mas é possível sim. Não que seja simples em face aos desafios colocados pelas mudanças climáticas, os conflitos no mundo e os desequilíbrios de poder e as desigualdades. Mas é preciso elucidar e resolver as causas básicas da fome. São necessárias políticas e transformações estruturais pró-pobre, que protejam e empoderem