Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 16/03/2020

A subnutrição é um problema muito sério que atinge milhares de pessoas em todo o mundo, sejam elas residentes de países desenvolvidos ou subdesenvolvidos. Embora o Brasil tenha a produção agrícola como principal fator econômico, ainda há má distribuição de alimentos entre a população e, isso precisa ser revisto.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o baixo consumo de nutrientes essenciais à vida, como vitaminas e sais minerais, pode acarretar o aparecimento de inúmeras doenças, como raquitismo, escorbuto, osteoporose, cegueira, entre outras. Por conseguinte, Órgãos de pesquisa como a Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que a subnutrição é uma das razões de 30% do óbito de crianças ao redor do mundo, o que é extremamente grave, uma vez que também afeta a capacidade física e motora, comprometendo o desenvolvimento de milhares dessas crianças e reduzindo o número de adultos para que no futuro participem da economia de seus países.

Ademais, o Brasil estava incluído até 2014 no Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), devido a falta de políticas públicas efetivas para alterar essa circunstância. Todavia,  a falta de alimentação está ligada com a má distribuição desses alimentos e, a perda dos mesmos entre os produtores e os pontos de distribuição são de quase 30%, isso devido tanto aos meios em que são transportados, quanto onde eles são armazenados. No Brasil, 70.000 toneladas de alimentos acabam em lixões todos os anos, sendo assim correspondente a compra de produtos em excesso e a inadequada acomodação desses itens.

Diante disso, é necessário que o Ministério da Saúde promova campanhas para população, para a mesma ter conhecimento desses problemas que aumentam todo ano. Ademais, é necessário que o Governo junte os impostos acumulados e use os mesmo para distribuir melhor a alimentação dentro do país e melhorar a infraestrutura que os transportam e os estocam, para evitar desperdício dos mesmos e assim, acabar com um problema que, ainda no século XXI, mata pessoas diariamente.