Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 23/03/2020

O processo histórico-geográfico da globalização permitiu ao mundo o acesso à informação e tecnologias, numa proporção nunca antes vista. Apesar desse fenômeno ser amplamente difundido, há ainda hoje, uma defasagem na distribuição de alimentos pelos países. Seja pela falta de poder aquisitivo e de mão de obra especializada, ou pela instabilidade administrativa político-social, é imprescindível desenvolver formas de se nutrir adequadamente a população, em especial os mais pobres, que são os mais atingidos pela subnutrição.

Em prelúdio, é de suma importância destacar que os grandes fornecedores alimentícios são empresas multinacionais, portanto, movidas à demanda e potencial lucrativo. O conceito marxista de “mais valia” revela que os proprietários dos meios de produção são os que detém o controle preponderante da população, através do poder econômico, logo, sob está perspectiva é fácil de se enxergar o paradoxo entre lucro e subnutrição, pois os empresários precisam de demanda e mão de obra para fornecer comida. Porém, os que precisam de alimento não conseguem emprego por seu estado físico, consequentemente não conseguem dinheiro para se alimentar adequadamente, ademais, as grandes empresas preferem países mais ricos e subdesenvolvidos, onde haja mais ganho financeiro, deixando as populações necessitadas á deriva dos mesmos.

Em conjunto com as empresas, a instabilidade política corrobora para a não fluidez da globalização, e portanto para a administração nutricional da sociedade. No período do império romano, apesar do alimento ser suficiente para o abastecimento - assim como hoje - a iniquidade em sua distribuição  sobre o grande território, foi um dos motivos da queda do império. Analogamente, hoje a oscilação político-social de alguns países impede a nutrição de áreas mais afastadas e carentes, por motivação religiosa, étnica ou radicalismos, como países em guerra do oriente médio e África, excedendo a boa ingestão alimentar aos que detém alto poder aquisitivo, por negligência dos que possuem modos de produção.

Destarte, é necessário que haja prioridade dos órgãos mundiais como a ONU e a OMS em propiciar tratados sociais com países em crise onde seja destinado maior investimento na nutrição da população, levando cestas básicas e tecnologia de produção  agrícola domiciliar, para aumentar a saúde e garantir que oportunidades de trabalho sejam garantidas nas empresas, que por sua vez conseguirão  ter o mínimo necessário para se manter no país. Logo o problema será atenuado, evitando-se desastres maiores como no império romano, e deixando as crises políticas menos nocivas a desnutrição.