Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 09/04/2020

Na Roma Antiga, a terra era símbolo de prestígio, concentrada na mão de uma elite patrícia que detinha os latifúndios, enquanto a plebe era marginalizada, dependendo de políticas como “pão e Circo” para se alimentar. De forma análoga, a atual realidade brasileira é comandada por uma aristocracia rural, que cerceia a população do direito á alimentação, visto que grande parte da produção é voltada para consumo dos ricos e do mercado externo.

Nesse viés, a subnutrição é um problema que remete a origem da espécie humana como sociedade, uma vez que a falta de reformas agrárias, acarretou em uma concentração de terras, ao contrário de Atenas que através do tirano Psístrato democratizou o seu acesso, assim, promovendo maior segurança alimentar ao seus habitantes, devido a diminuição das desigualdades sociais que permitiu melhor distribuição dos alimentos.

Hodiernamente, o avanço da biotecnologia e das técnicas agrícolas contraria a teoria malthusiana, já que o avanço da ciência permitiu que a produção alimentícia crescesse em um ritmo muito maior do que uma progressão aritmética como afirmava Malthus. Portanto, a subnutrição não está relacionada com a escassez de comida, mas com sua má distribuição, dado que há uma crescente valorização do agronégocio em detrimento da agricultura familiar que é responsável por abastecer o consumo interno.        Dessarte, é fulcral que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento invista na agricultura familiar e de subsistência - responsáveis por abastecer a população mais pobre- por meio de subsídios agrícolas e de programas sociais aos pequenos produtores. Para que o número de pessoas que sofrem de subnutrição diminua e seja formada uma sociedade mais igualitária.