Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 11/04/2020
Segundo estudo elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o fim da crise contra a subnutrição passa por melhorar a resiliência das pessoas diante de eventos climáticos extremos. Tal declaração foi emitida depois dos dados do ano de 2017. Nesse ano, 821 milhões de pessoas não ingeriam calorias suficientes para as atividades diárias. Diante desse contesto, essa declaração pode gerar duas situações.
Importancia dos fatores climaticos. (Os fatores climáticos adquirem tal importância porque são os principais causadores da subnutrição. Dependendo do clima, a terra não produz, deixando de alimentar uma grande número de pessoas. As consequência sobrepõem a falta de alimento, pois, grande parte da população mundial vive da venda do excedente da terra. Se não tem alimento, tampouco tem recursos advindos desses alimentos. Situação que gera mais pobreza, pois sem dinheiro não podem comprar alimentos).
Por um lado, entende-se que tal declaração prepara as pessoas para o enfrentamento da crise contando com os próprios recursos. “Pense em um terremoto. Dependendo de sua intensidade uma casa resistira ou desabara. Não podemos mudar a intensidade do tremor, mas podemos mudar a resistência da casa” diz Kostas Stamoulis, diretor adjunto da FAO. Nessa contexto, os investimentos seriam aplicados para fortalecer a capacidade de adaptação, de resistência e de enfrentamento às adversidades. Situação que, nessa perspectiva, produz responsabilidade pela situação de injustiça,
Por outro lado, entende-se que esta declaração pode ser usada como desculpa para a inatividade dos governos e das organizações. Sendo que qualquer falha seria imputado a falta de adaptação das populações carentes. Um mecanismo muito útil para desresponsabilizar os governos e responsabilizar os indivíduos. Assim, as desigualdades sociais são esquecidas levianamente. É preciso lembrar que o produção mundial é suficiente para a alimentação de todos os seus habitantes, o que falta é uma justa distribuição. Como exemplo: instalação de industrias alimenticias em regiões carentes, distribuiçao de rendas para que paìses em desenvolvimento possam comprar alimentos no mercado internacional. Portanto, a declaração do diretor adjunto responsabiliza os individuos pela sua situação, o que é uma forma de envolve-los na busca de solução para a crise, no entanto, retira a responsabilidade dos governantes de suprir os mínimos necessários para a população. No caso especifico do Brasil, marginaliza um objetivo constitucional, erradicar a pobreza. Urge, pelo contrário, que os governantes retomem os compromissos constitucionais. Em se tratando das nações unidas, que mantenham o objetivo pactuado: erradicar a fome no mundo até 2030.