Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 10/05/2020

A fome e a subnutrição são problemas históricos presentes em todo o mundo, principalmente nos países em desenvolvimento, em consequência da falta de oferta de alimentos, como também pela ausência de capital para aquisição do mantimento diário. A ONU (Organização das Nações Unidas), ao ver essa realidade, lançou o Direito à Alimentação na Declaração de Direitos Humanos, em 1948. Esse direito tinha como objetivo erradicar a fome e a má nutrição nos países, em um período de tempo estimado.

Na década de 50, no Brasil, dois terços da população sofria de insuficiência alimentar, conforme o IBGE. Nesse âmbito, estava claro que o Governo precisava, e ainda precisa, tomar medidas, em virtude de democratizar o alimento no país, uma vez que a alimentação equilibrada é fundamental para a saúde e para o desenvolvimento intelectual e físico das pessoas.

Apesar dessa realidade, o Estado apenas começou a lançar planos eficazes no combate à fome e à subnutrição nos anos 2000, a partir do “Programa Fome Zero”. Esse programa garantiu o acesso à comida, através de restaurantes comunitários e de Bancos de Alimentos. Dessa forma, o Estado passou a ofertar uma dieta balanceada e por um preço acessível aos trabalhadores e moradores de rua de algumas cidades. Além disso, o Governo fez parcerias com supermercados e donos do agronegócio, a fim de eles doarem alimentos não mais comercializáveis, mas ainda bons para o consumo humano, para serem distribuídos em bairros mais carentes, na tentativa de erradicar o desequilíbrio nutricional.

Após isso, em 2014, a ONU registrou que o país saiu do mapa do fome, o que significa que a medida foi bastante eficaz na democratização do alimento. Porém, ainda há muito o que fazer, pois um quinto das famílias brasileiras continuam sem ter alimentação equilibrada em sua casa, ou não tem alimento, segundo o IBGE.

Nesse sentido, portanto, é notável que a luta conta a subnutrição e a má distribuição de alimentos ainda não foi vencida. Por isso, é necessário que Governo gere incentivos fiscais, de 10% anuais, aos senhores do agronegócio e aos empresários de mercados em todo o país. Essa ação serviria para motivar bem mais a doação de alimentos que, embora não tem mais o padrão de venda, tenham a qualidade de consumo. Dessa maneira, os Bancos de Alimentos terão mais suprimentos para distribuição. Assim, poderão estar presentes em um número maior de cidades brasileiras, com a intenção de nutrir um superior percentual de população pobre. Consequentemente, a subnutrição irá desaparecer aos poucos e o problema da má distribuição de alimentos será resolvido gradualmente. Dessa forma, teremos um Brasil mais forte para lutar à favor do desenvolvimento social e econômico.