Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 05/05/2020
“Fome” é quando pessoas, continuamente, não tem acesso a calorias suficientes para suprirem suas necessidades energéticas diárias, isto é, sua definição. Segundo a ONU, em 2013, milhões de pessoas passam fome apesar de a produção mundial de alimentos ser suficiente para atendê-los. Nesse contexto, convém analisar os motivos que intensificam a existência da paradoxal insegurança alimentar ao redor do planeta e no Brasil.
Em 2014, o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO por meio do “Bolsa família”, auxílio dado pelo Governo aos de pouca renda. Tal conquista ilustra o papel da pobreza como grande barreira ao consumo de alimentos. Isso graças ao avanço do desemprego no país que está intrinsecamente ligado à redução do poder de compra dos cidadãos e determinando, assim, o tipo de dieta deles. Mediante a pouca quantia, o critério de escolha de alimentação é determinado por aquele que sacie a orexia e não o mais completo de vitaminas ou saudável como um todo. Como consequência, observa-se um povo doente e carente em vitaminas, como exemplo, e a presença de doenças facilmente solucionadas associadas à avitaminoses como raquitismo.
Ademais, vale falar da contribuição das monoculturas no cenário da subnutrição mundial. A soja é uma importante commodite para o mercado externo, cujas plantações ocupam vastos terrenos e detém grandes incentivos dos governos. O transtorno é no impacto na diversidade agrícola e a contribuição na redução da produção de grãos essenciais nos pratos das pessoas, como arroz e feijão. Nesse prisma, há um desequilíbrio entre as importâncias do país, por conta da concentração de terras destinadas ao plantio de soja em detrimento da necessidade de combater a fome local, pois o lucro da venda desse produto é mais visado que a causa social. O resultado disso são uso de dietas calóricas restritas a batata, milho, trigo e arroz, diz a FAO, aumentando a diabetes em todo o mundo, por exemplo.
Infere-se, portanto, que a fome é um importante obstáculo a ser vencido e conferir dignidade a todas as pessoas do mundo. É relevante a ação dos Ministérios de Saúde e Educação em promover obras públicas na construção de escolas e hospitais, com ajuda da iniciativa privada, a fim de proporcionar empregos à população e, assim, aumentar o poder de compra dos cidadãos e o estímulo e orientação do primeiro Ministério ao consumo de alimentos saudáveis. Além disso, é imperiosa a parceria dos Ministérios de saúde e Agricultura no estímulo do uso de terras ociosas ou não na produção de insumos essenciais à alimentação como grãos e pecuária com objetivo de atender a demanda de fome no país e garantir a ausência do Brasil no Mapa da fome da FAO. Criam-se maneiras de combate à fome tanto em solo brasileiro como também em outros países.