Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 11/05/2020
No livro, “A fome” de Martín Caparrós, são retratadas informações alarmantes sobre a vida de indivíduos que sofrem com a fome. Nesse sentido, a narrativa foca nos motivos que levam a carência nutricional e, consequentemente, nos reflexos que são proporcionados pela má distribuição de alimentos. Fora do livro, é fato que o alimento não é acessível para toda sociedade de maneira igualitária, provocando sérias alterações na estrutura física e mental dos indivíduos, uma vez que exista a deficiência no sistema de divisão dos alimentos e o alto índice de desperdício.
A priori, é importante destacar que, em função da construção desigual da estrutura social, as populações carentes encontram-se com poder aquisitivo inferior, o que limita a compra de alimentos para o consumo, consequência da acentuada desigualdade social provocada pelo avanço capitalista e na ausência de investimentos governamentais. Ademais, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), 821 milhões de indivíduos sofrem com a subnutrição, principalmente em países subdesenvolvidos. Sob essa perspectiva, é importante destacar que nações em desenvolvimento, apresentam recursos precários na estrutura rural como, por exemplo, dificuldade na conexão com centros urbanos e ausência da oferta e variedade de alimentos.
Por conseguinte, presencia-se o alto índice de desperdício na própria produção e por indivíduos com melhores condições de poder aquisitivo: ao observar que em países desenvolvidos, o processo ocorre por meio do consumidor final, quando os “restos” são excessivamente descartados. Além disso, durante a produção agrícola, insumos que foram necessárias como, água e alimento são desperdiçados durante a execução e no transporte, afetando a sociedade. Paralelamente, durante a narrativa de Martín Caparrós, por exemplo, o autor afirma que metade do alimento produzido no mundo não é consumido por humanos e grande parte é desperdiçada, agravando ainda mais, a oferta de alimentos.
Portanto, é mister que o Estado de cada nação tome providências para amenizar o quadro atual. Para reduzir a distribuição desigual alimentar, urge que o Governo invista, por meio de verbas governamentais, na estrutura do setor agropecuário que proporcione avanços nas conexões entre meio rural e urbano e socorram os indivíduos mais afetados pela fome. Além disso, a Organização das Nações Unidas (ONU), pode promover políticas públicas, como, projetos solidários e comunitários que visam a distribuição de alimentos nas regiões mais precárias e no auxílio financeiro. Por fim, a sociedade pode adotar medidas voltadas à sustentabilidade e ao reaproveitamento de alimentos através da reutilização de sobras e compostos orgânicos, com a finalidade de minimizar o desperdício.