Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 14/05/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa, na realidade contemporânea, é o oposto do que o autor prega, uma vez que a subnutrição e a distribuição de alimentos apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência do Estado, quanto da desigualdade de renda.
Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que a subnutrição e a desproporção na distribuição de alimentos derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Dessa forma, devido à falta de atuação das autoridades, há uma negligência do Poder Executivo em cumprir as leis e planos tanto da Constituição de 1988, quanto da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o qual o Brasil é signatário. Com efeito, a sociedade sucumbe às necessidades básicas, apresentando ratificação corpórea pela falta dos constituintes de uma dieta saudável, resultando em altos índices de mortalidade infantil e por infecções leves, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Além disso, é imperativo ressaltar a desigualdade como promotor do problema. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), os países em vulnerabilidade econômica são os que mais sofrem com a fome e subnutrição. Partindo desse pressuposto, constata-se que o quantitativo de alimentos é suficiente para todos; contudo, a população desfavorecida não tem acesso a todos os componentes de uma dieta nutritiva devido à assimetria na disposição de alimentos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a desigualdade de renda contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Destarte, com o intuito de mitigar a subnutrição e o arranjo discrepante dos alimentos, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Poder Legislativo, será revertido em medidas efetivas de fiscalização, por meio de informações fidedignas das necessidades apresentadas em reuniões com líderes de comunidades carentes. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da subnutrição e a sua relação com a divisão de alimentos, e a coletividade alcançará a Utopia de More.