Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 30/06/2020
O século XIX permeou o surgimento de novas correntes científicas, como o Darwinismo, que revelava a ação da seleção natural no meio ambiente, buscando o desenvolvimento do ser por meio da adaptação. De maneira análoga, para uma nação superar as dificuldades é necessário o processo de adequação. Desse modo, a insuficiência de leis e a falta de empatia são fatores que contribuem para a subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos.
Em primeiro plano, pode-se perceber como impasse à consolidação de uma solução a inaplicabilidade legislativa. Conforme a Constituição Federal de 1988, está previsto no artigo sexto que todos possuem o direito à alimentação. Contudo, o que se constata, na realidade brasileira, é um cenário de descaso ,pois apesar deste privilégio estar assegurado na Carta Magna, as leis não estão adaptadas para garantir sua obtenção, suscitando graves prejuízos para aqueles que são marginalizados, a exemplo de 30% da mortalidade infantil mundial estar ligada a subnutrição, segundo o levantamento realizado pela OMS, demonstrando a insuficiência legislativa. Nessa perspectiva, não há como evoluir diante da irresponsabilidade dos setores competentes da sociedade.
Ademais, a escassez de empatia é um fator determinante para persistência do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, a contemporaneidade é fortemente marcada pelo individualismo. Sob essa óptica, a reflexão do sociólogo mostra-se intrínseca à realidade brasileira, no que tange a má distribuição alimentar e a desnutrição. Nessa perspectiva, esse fator que influi sobre a questão alimentícia funciona como um forte empecilho para sua resolução, de modo que, mesmo com a problemática da fome, setecentas mil toneladas de alimentos ainda são desperdiçados no Brasil, conforme setores da ONU. Dessa forma, medidas devem ser tomadas pelos órgãos competentes do Estado, para que, possamos garantir esse direito para os brasileiros.
Portanto, só será possível superar os impasses supramencionados, com relação à subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos, com a ação do Poder Público. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Saúde e o Ministério dos Direitos Humanos ajam em parceria e criem programas sociais, além de ampliar os que já existem, por meio de uma divulgação nas redes sociais e nas instituições públicas para aumentar o número de beneficiários, em que será possível o recebimento de cestas básicas planejadas com o apoio de nutricionistas. Feito isso, será possível ampliar as possibilidades destinadas aos brasileiros e criar uma nova estrutura de combate a fome, para, assim, verdadeiramente promover benefícios aos cidadãos.