Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 25/05/2020

Segundo a Teoria Malthusiana a população mundial cresceria num ritmo maior do que a capacidade de geração de alimentos, ocasionando fome e miséria. Entretanto, os avanços da revolução agrícola conseguiram aumentar a produtividade dos campos. Dessa forma, no mundo contemporâneo, a má distribuição de alimentos gerando a subnutrição de milhões de pessoas é fruto da desigualdade social vigente, e não da falta de comida.

Em primeira análise, a má distribuição de alimentos é consequência da disparidade econômica. O Brasil, por exemplo, é um dos o maiores produtores agrícolas do mundo, e ao mesmo tempo, segundo dados do IBGE o país possui cerca de 7,2 milhões de pessoas em caso de insegurança alimentar grave. Tal desigualdade pode ser comprovada ainda pelo elevado número brasileiro no Índice De Gini, escala que relaciona o nível de desigualdade social de um país, que vai de 0 (sem desigualdade) a 1 (máxima). Desse modo, a não racionalização da comida no mundo impulsiona a subnutrição.

Consequentemente, os reflexos de tal problemática às populações mais carente são diversos. Como o aumento da miséria e casos de mortalidade infantil. Esse cenário de baixas condições de subsistência pode ser observado no universo ficcional pela obra Capitães da Areia. O livro de Jorge Amado aborda a história de jovens marginados da sociedade, que recorrem muitas vezes à ilegalidade como forma de garantir seus sustentos. Em conclusão, a má distribuição de recursos e alimentos gera uma grande precarização da vida.

Em suma, a fim de corrigir a má distribuição de alimentos e erradicar a subnutrição no Brasil, o Estado deve atuar. Em primeiro lugar, esse agente necessita em longo prazo investir massivamente em educação, quebrando o ciclo de desigualdade em sua raiz. Já em curto prazo, as ações devem focar na distribuição de alimentos para os mais miseráveis, tal medida deve ocorrer por meio do Ministério da Economia que criará um tributo no qual os grandes latifúndios produtores de alimento derivem uma parte de sua produção de forma obrigatória. Com efeito, o país dará uma melhor qualidade de vida aos seus cidadãos e diminuirá a disparidade econômica.