Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 27/05/2020

É indubitável, no século XXI, a vasta quantidade de propaganda que a população é exposta. Nesse contexto, a má distribuição de alimentos, efeito da engrenagem hodierna do capitalismo e sua busca infinita por lucros, é o principal responsável pela subnutrição, uma vez que é evidente a despreocupação com o contingente demográfico. Assim, é um grande desafio superar o lucro pela melhoria da saúde global.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer que o panorama supracitado limita o bem-estar do indivíduo. Ademais, a má distribuição de alimentos estabelece uma correlação com a pobreza. Desse modo, consequentemente, pela subnutrição há doenças por causa da falta de nutrientes necessários, como anemia, osteoporose, além de infecções e intoxicações por alimentos contaminados, tais fatos, são responsáveis por 30% das mortes de crianças no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Portanto, é mister que haja atos pensados na alimentação homogênea e de qualidade da totalidade demográfica.

Em segundo lugar, é pertinente trazer o ideário marxista, o qual diz que na conjuntura capitalista os valores morais são perdidos. Nesse sentido, a dicotomia entre o bem social e o lucro é uma realidade do cenário atual. Outrossim, no Brasil, em 2019, conforme a revista G1, foram registrados 474 agrotóxicos liberados, como o Sulfoxaflor (fatal para as abelhas), vale ressaltar que além da intoxicação, tais produtos aumentam o valor dos produtos, restringindo quem irá consumi-la. Não obstante, 30% dos produtos agrícolas mundiais são perdidos na trajetória entre o campo e o local de venda, contribuindo para o desperdício de alimentos. Por fim, observa-se a  prioridade da renda ao invés da saúde da totalidade demográfica uma realidade do mundo contemporâneo.

Mediante o elencado, são necessárias medidas capazes de mitigar tais problemáticas. Para tanto, uma ação válida é através da união da sociedade, para exigir políticas públicas de combate à fome com manifestações. Destarte, urge que a instância máxima de cada país, como o Governo Federal no Brasil, reconheça tais protestos populares, mais adiante, por meio da junção de países mais desenvolvidos para com os menos, a fim de garantir um mundo justo, pelo bem comum. Tais medidas visam combater o impasse de forma precisa e democrática. Afinal, conforme afirmou Rosseau: “ a vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos”.