Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 04/06/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à vida e ao bem-estar social. Conquanto, no Brasil a subnutrição não permite a plenitude desse direito, fruto tanto da desigualdade social quanto do alto desemprego. Sob esse viés, é urgente a reversibilidade da problemática em questão. Precipuamente, é fulcral pontuar que a má distribuição de renda deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Nesse contexto, devido à falta de atuação das autoridades, enquanto as pessoas mais ricas ostentam riquezas, as mais pobres não têm condições ao básico da vida, a alimentação. Desse modo, faz-se mister a reformulação da visão do Estado sobre a desigualdade social brasileira.
Ademais, é imperativo ressaltar o desemprego como promotor do problema. De acordo com pesquisa do IBGE, 14 milhões de brasileiros estão desempregados. Partindo desse pressuposto, esse grande número de pessoas sem emprego não têm renda para suprir suas necessidades, entre elas, a compra de alimentos. Tudo isso contribui para a perpetuação desse caso deletério.
Dessarte, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Portanto, urge que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio dos Ministérios da Cidadania e do trabalho e emprego, será revertido em um pagamento de impostos proporcionais à renda e o aumento do número de empregos, por meio do poder Legislativo e da criação de novas estatais , com o intuito de diminuir a desigualdade social e o desemprego e mitigar a subnutrição no Brasil. Isto posto, atenua-se-á, em médio e longo prazo o impacto nocivo da subnutrição e alcançará a plenitude desse direito Universal.