Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 05/06/2020

Na segunda metade do século XX a Revolução Verde, programa mundial de combate a fome e desnutrição na qual o Brasil estava inserido, buscou através da produção em massa de alimentos, desenvolvimento da atividade agrícola e pesquisas com componentes biológicos resolver o problema da má distribuição de alimentos para a população. Porém, nos dias atuais, ainda é perceptível a subnutrição que assola no mundo mesmo existindo produção de alimentos para todas as pessoas e isso, consequentemente, gera problemas econômicos visíveis em todo globo. Assim, cabe a análise das causas, consequências e possíveis soluções da problemática.

Na perspectiva da má alimentação no mundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma pesquisa revelando que 30% das mortes de crianças no mundo está relacionada com a subnutrição. Contudo, essas mortes estão mais vinculadas à desigualdade no acesso aos alimentos do que a escassez do mesmo já que sua produção é suficiente para atender a demanda da população mundial, cerca de 7,3 bilhões de pessoas. Grande parte da produção desses alimentos está associada ao agronegócio onde existe a monocultura na produção que é voltada para a exportação e emprego da pecuária enquanto uma parcela da população não tem acesso a uma alimentação satisfatória e saudável utilizando-se de alimentos de má qualidade e que carecem de proteínas, vitaminas e minerais.

Ademais, a má alimentação pode causar danos físicos e mentais acarretando em comprometimento do desenvolvimento intelectual e profissional diminuindo assim a quantidade de cidadãos preparados para contribuir economicamente com a sociedade em que vive. Nesse contexto os países em desenvolvimento são os mais afetados devido a subnutrição inerente as nações que se encontram nessa situação. O brasil é um exemplo do quadro geral já que é um pais com forte característica no setor primário que possui alto índice de subnutrição juntamente com pouca oferta de mão-de-obra qualificada.

Assim, cabem aos Governos desenvolverem políticas para a distribuição igualitária dos alimentos através de mecanismos de confirmação da alimentação efetiva da população, podendo utilizar-se de sensos e pesquisas para tal finalidade. Desta forma poderão ser garantidas as quantidade e qualidades corretas na alimentação das pessoas e, consequentemente, trará um impacto positivo tanto nos índices econômicos dos países quanto no combate a desnutrição no mundo.