Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 11/06/2020

“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo o filósofo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância, de modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, essa não é a realidade de pessoas que sofrem com as consequências da subalimentação. Esse cenário é fruto tando de questões econômicas, quanto do desperdício do alimento. Diante disso, cabe analisar os fatores que favorecem esse quadro.

Precipuamente, é essencial pontuar que as questões econômicas corroboram com o problema. Desse modo, a pobreza está intimamente ligada à má alimentação do indivíduo, o qual não possui recursos financeiros para conseguir alimentar-se de forma adequada e nutrida. A subnutrição afeta negativamente a saúde das pessoas, prejudicando o seu desenvolvimento físico e intelectual, pois não dispõem de proteínas, vitaminas e sais minerais necessários para o seu desenvolvimento saudável. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a subnutrição é a causa indireta de 30% das mortes de crianças em todo o mundo. Desse modo, fica evidente que a pobreza contribui para a perpetuação dessa problemática.

Ademais, é imperativo ressaltar que o desperdício de alimento é promotor da subnutrição no mundo. Partindo desse pressuposto, as áreas de maior poder aquisitivo -por terem condições de se alimentarem adequadamente- não se preocupam com a questão da perda alimentícia. Há desperdício desde a compra de comida em excesso -que muitas vezes perdem a validade sem chegarem a serem consumidas- e até mesmo na “sobra do prato”. Além disso, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), 54% do desperdício dos produtos agrícolas são oriundos da colheira até a armazenagem, os outros 46% são do processamento, comercialização e consumo. Com isso,, fica evidente que o desperdício contribui com o impasse.

Portanto, é imprescindível uma tomada de medidas para que o problema da subnutrição - devido à má distribuição alimentícia- cesse. Dessarte, com o intuito de mitigar a pobreza das regiões é necessário que o Estado invista em programas de desenvolvimento financeiro que aumentem a economia. Tais programas poderiam ser, dentre outros, a criação de projetos incentivadores de trabalhos artesanais e manuais, os quais serão fontes de renda para os indivíduos, afim de tirarem as pessoas da pobreza, por conseguinte, terem acesso à nutrição. Além disso, o Organização Mundial da Saúde (OMS), poderia direcionar capital à campanhas publicitárias por meio da mídia - rádios, televisão e internet- com a finalidade de  conscientizar a população sobre  o desperdício. Só assim, a vida das pessoas que sofrem com a subnutrição se aproximará da realidade descrita por Platão.