Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 11/06/2020
Durante o século XVIII, havia uma grande preocupação entre os economistas acerca da explosão demográfica mundial que ocorreu, sobretudo, devido à Primeira Revolução Industrial. Um desses economistas era o inglês Thomas Malthus, que afirmava que a produção de alimentos crescia em proporção aritmética e a população, geométrica. Portanto, para Malthus, haveria subnutrição e fome, se não fosse estabelecido um equilíbrio entre a produção de mantimentos e a população. Entretanto, sabe-se atualmente que a subnutrição e a fome não estão relacionadas à escassez de alimentos, e sim, à má distribuição deles. Dessa forma, são necessárias políticas públicas eficazes para mudar essa situação.
Nesse contexto, a fome e a desnutrição são problemas que atingem, principalmente, os países mais pobres do globo, sendo consequência direta da má administração dos Governos desses locais, que não estão aptos para gerar emprego e renda para a população mais carente. Sendo assim, sem renda, o acesso à alimentação não é adequadamente garantido, sobretudo, pela alta de preço dos alimentos. Dessa forma, a parcela populacional mais desfavorecida fica a mercê de iniciativas Governamentais que não são suficientes e, muitas vezes, não atingem a todos. Um exemplo disso foi programa Fome Zero, criado em 2003, para combater a fome, a miséria e a inanição, mas que foi de difícil execução devido à sua complexidade e à impossibilidade de financiamento.
Além disso, a ideia de que somos cada vez mais numerosos e por isso precisamos produzir mais é equivocada. É preciso produzir e escoar melhor, além de desperdiçar menos. De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Brasil é um país que ao mesmo tempo em que passa por uma crise de alimentos, joga fora de 30% a 40% dos alimentos produzidos, ao invés de serem reaproveitados e distribuídos apropriadamente aos que necessitam. Ademais, o país enfrenta empecilhos no que diz respeito ao escoamento da produção de mantimentos, pois, a dependência das rodovias e a falta de investimentos nas ferrovias resultam em custos mais elevados, o que impede o agronegócio e influencia negativamente na distribuição efetiva dos alimentos pelas regiões do país.
Portanto, cabe ao Estado prestar apoio nutricional e financeiro aos grupos em situação de debilidade alimentar, por meio da instituição de um programa assistencialista que promova um acompanhamento dessas pessoas. Vale ressaltar que esse programa tem o objetivo de garantir a erradicação da subnutrição e o acesso à alimentação. Além disso, deve investir, por meio da aplicação de capital, na integração dos modais ferroviário e rodoviário para facilitar o agronegócio e o escoamento da produção de mantimentos.