Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 25/06/2020
Na Batalha de Stalingrado, o exército russo aplicou a técnica da “terra arrasada”, que deixou Napoleão e os franceses sem recursos e muitos morreram de fome. Hoje, porém, essa realidade não é comum, entretanto, a subnutrição ainda é um dos grandes problemas da humanidade e está diretamente relacionada com a má distribuição de recursos. Nessa conjectura, a consolidação do capitalismo e, também, a posição comercial da região afetam a problemática alimentar no mundo.
Convém destacar, a priori, que o sistema capitalista influencia os índices de subnutrição. Isso porque, apesar de sempre estar presente na humanidade, a falta de acesso à alimentação adequada é amplificada pelo capitalismo exacerbado e a má distribuição de renda característica. Uma analogia pode ser feita com a saga “Jogos Vorazes” em que a existência de uma hierarquia bem estabelecida entre os distritos é atrelada com a pobreza e a fome dos menores. Dessa forma, é perceptível o papel negativo da disparidade de renda para a saúde e alimentação da população local.
Ademais, a nutrição local é influenciada pela riqueza e posição comercial da região. Isso porque, historicamente, países pobres tendem a apresentar índices de subnutrição altos, demonstrando a má qualidade de vida regional. Um bom exemplo é apresentado na obra “Lady Killers” em que é retratada a vida de algumas mulheres que, no período feudal, matavam os filhos pela falta de condições para alimentá-los. Dessa maneira, é notório que em ambientes inadequados, a alimentação é prejudicada.
Dinte dos fatos apresentados, é necessária uma iniciativa público-privada entre empresas alimentícias, poder executivo municipal e agronegócio local para montagem de um plano de ação para redução das desigualdades e melhor nutrição populacional por meio de doação de cestas básicas semanais, distribuição de vales-refeição e ampliação da merenda escolar com o objetivo de reduzir índices de subnutrição e melhorar a qualidade de vida da população. Além disso, é ideal a união entre a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os países do G-8 para o financiamento de um fundo monetário para que países sub-desenvolvidos melhorem a qualidade de vida local por meio da inclusão gradual no comércio mundial e aplicação monetária em educação, alimentação e saneamento com o objetivo de melhorar a posição nacional e reduzir, a longo prazo, os índices de subnutrição.