Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 05/07/2020

Embora seja uma das principais potências agrícolas mundiais, o Brasil ainda apresenta parcelas populacionais em estado de subnutrição. Economia e conjuntura do agronegócio brasileiro são as principais causas desse problema que, aos poucos, agride aqueles que encontram-se às margens da sociedade.

A extrema pobreza é o primeiro grande obstáculo àquela pessoas em estado de subnutrição, embora haja grande produção de alimentos em território nacional. O problema se sustenta fortemente por meio do poder de compra das famílias, das quais, muitas retornaram ao mapa da fome no ano de 2020. Há ainda fatores econômicos de natureza mundial, como crises e inflações, que desvalorizam a moeda e encarecem os produtos.

Há ainda, paralelamente, a configuração do agronegócio brasileiro que, por um lado, sufoca a produção familiar e, por outro, destina boa parte de sua produção ao capital extrangeiro. Assim, tal indústria inibi a cultura de alimentos a nível local; sem mencionar práticas latifundiárias e de especulação de terras. Desta feita, a população em estado de vulnerabilidade alimentar encontra grande dificuldade de acesso à alimentos a preços justos e de boa qualidade.

Identificar focos de subnutrição populacional e reformular o agronegócio são, portanto, passos imprescindíveis para sanar o problema. Para tal, cabe ao Ministério da Agricultura, junto ao Ministério da Econômia, estimularem e concederem beneces fiscais aos grandes produtores que abram frações de suas terras, de forma temporária, para pequenos produtores familiares. Dessa maneira, a produção em pequena escala poderá destinar-se, a preços justos, à populações de menor poder aquisitivo. Às Secretarias de Desenvolvimento Social se incubirá a missão de mapear com precisão, através do Sistema Único de Assistência Social, regiões que apresentem maior vulnerabilidade alimentar, visando assim, a implementação da medida já citada anteriormente.