Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 10/07/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à alimentação adequada e ao bem-estar social. Conquanto, a subnutrição e a má distribuição de alimentos impossibilita que uma parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Portanto, é imprescindível a importância de encontrar subterfúgios para resolver essa problemática. Nesse contexto, não há dúvidas de que superar a subnutrição e a fome é um desafio, não só no Brasil, mas no mundo; o qual ocorre, infelizmente, devido não só a falta de recursos das populações mais fragilizadas, mas também pela falta de programas sociais voltados para essa minoria.
Primordialmente, é importante ressaltar que uma a cada nove pessoas no mundo (795 milhões) ainda é subnutrida, segundo dados fornecidos pelo Jornal USP. Dessa forma, o resultado desse contraste é refletido principalmente na vida de populações periféricas, rurais, indígenas e quilombolas. Hodiernamente, países em desenvolvimento ainda são os que mais carregam índices da desigualdade social que fomenta a desnutrição e a fome. Como consequência disso, pode-se considerar o desemprego como fator principal na falta de recursos para adquirir alimentos, juntamente com a falta de terra e produção agrícola das populações rurais e indígenas, prejudicadas pela seca, desmatamento, e pela grande indústria agropecuária que desvaloriza o trabalho manual dos agricultores independentes. Em suma, a desigualdade social e o desemprego nos países subdesenvolvidos trazem consequências como a subnutrição, fome, e a falta de saneamento básico.
É importante considerar que, programas sociais voltados para essas minorias são indubitavelmente importantes para o combate à fome. Entretanto, no Brasil ocorre a retirada desses programas sociais em defesa do corte de gastos governamentais. Atualmente, o presidente Jair Bolsonaro sancionou, no dia 08 de Julho de 2020, o Projeto de Lei 1142/2020, que veta a obrigatoriedade do governo de fornecer acesso a água potável, cestas básicas e materiais de higiene para as populações indígenas e quilombolas do Brasil. Em síntese, a retirada de programas sociais contribui não só com a fome, mas também com a proliferação de infecções e doenças nas aldeias rurais, o que pode acarretar na morte de milhares de populações em situação de vulnerabilidade.
Pode-se notar, então, que a desigualdade social dificulta a superação da subnutrição e da fome no mundo. Cabe ao Governo Federal promover a incrementação de novos programas sociais, juntamente com a fiscalização dos já vigentes, para a distribuição de cestas básicas, visitações médicas, água potável e saneamento básico para as populações em situação de fragilidade e desnutrição. Somente assim, haverá uma sociedade que luta pela igualdade, democracia e pelo fim da pobreza no mundo.