Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 10/08/2020
O livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, o qual ilustra o triste cotidiano de uma família que pena de adversidades impostas pela fome em tempos de estiagem. Ao se fazer paridade com a realidade brasileira, sabe-se que a ausência de alimentação é pertinente no dia a dia das famílias mais abastadas, uma vez que o alto custo da nutrição necessária torna-se um agravante nessa problemática. Ora, uma imagem de desigualdade social e, sobretudo, elitista.
Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. De acordo com a Constituição Federal, todos os indivíduos têm direito à alimentação de qualidade, todavia, o Governo não efetiva tal princípio, pois, o portal de notícias G1 aponta que, 9 milhões de crianças e adolescentes vivem em estado de extrema pobreza, uma paisagem de vulnerabilidade, na qual, essa deturpação do âmbito político corrobora para o aumento da penúria e, por tabela, das diferenças sociais. Logo, um Estado ineficiente nessas conjunturas.
Atrela-se ao exposto, ao papel de inércia da impressa nessa temática. Nessa perspectiva, o Banco Mundial/2018 afirma que, 104 milhões de brasileiros vivem com apenas R$413,00 mensais, considerando todas as fontes de rendas. Sob esse viés, é substancial um olhar mais atento da mídia nessa esfera, uma vez que o absentismo de divulgação dessas informações gera consequências lamentáveis para a coletividade, na qual junto com o olhar coletivo deve exigir uma melhoria dessa mazela, para que essas disparidades sejam evitadas. Desse modo, a atuação da mídia mostra-se como um ato retrógrado.
Infere-se, portanto, que nessa problemática o Governo precisa intensificar os investimentos em auxílios de comestíveis e conscientização da sociedade, por meio de doações de cestas básicas e, por extensão, um auxílio financeiro, a fim de diminuir a taxa de subnutrição, a má distribuição de alimentos e barrar o percusso de todo o caos. Ademais, a impressa deve tonificar a sua ação nessa área, por intermédio de campanhas de percepção para mostrar ao olhar coletivo e incentivar o não desperdício de comidas, expondo ideias de como fazer o reaproveitamento do produto, com o fito de fomentar a consciência coletiva. Assim, para que a história retratada no livro “Vidas Secas” não seja uma realidade brasileira.