Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 29/07/2020

Em decorrência do aumento populacional apresentado nos séculos XIX e XX, principalmente, a ciência ocupou-se em estudar os limites da distribuição de alimentos. Isso posto, Thomas Maltus afirmou que, em virtude da disponibilidade de alimentos ocorrer em escala de progressão aritmética e da elevação demográfica ser uma progressão geométrica, não haveria alimentos para todos. Contudo, estudos contemporâneos afirmam que a real relação da falta de alimentos é a má distribuição. Dessa forma, os principais empecilhos para que haja uma equidade nessa disponibilidade são a desigualdade social e a falta de uma ação dos gestores públicos.

Sob esse viés, o filme “O poço”, da plataforma digital Netflix, aborda criticamente que a falta de consciência dos habitantes do local acarreta a satisfação de alguns indivíduos em detrimento da subnutrição de outros. Tendo em vista que a ficção pode ser comparada a realidade, quem possui melhores condições financeiras usufrui de maiores oportunidades quanto a aquisição de alimentos, o que contribui para a desnutrição de crianças e a aquisição de insuficiências da saúde. Desse modo, é possível perceber a importância da conscientização pública acerca desse problema para que, assim, projetos voltados a ela sejam criados e fomentados no Brasil.

Outrossim, o escritor George Orwell, ao escrever “A revolução dos bixos”, tratou da possibilidade de uma distribuição equitativa da comida, produzida na fazenda Solar, entre a população residente no local, por intermédio da organização planejada por gestores responsáveis. Entretanto, esse fato não é observado na contemporaneidade, pois os municípios não gerenciam o processo de distribuição alimentar nem corroboram a existência de uma maior facilidade de aquisição desses produtos pela população carente. Portanto, é imprescindível que o Estado crie mecanismos eficazes, como planos de acesso a compra de alimentos, com a finalidade de garantir um dos direitos humanos e contornar a problemática nutricional.

Destarte, é impreterível haver uma modificação na conjuntura social vigente. Para isso, as mídias - programas de televisão e redes sociais - devem promover a conscientização coletiva sobre a relevância  de solucionar a fome, por meio de campanhas publicitárias, as quais apresentem  o contato de Organizações Não Governamentais, que visem à erradicação da desnutrição, com o intuito de que o público invista financeiramente nesse âmbito. Ademais, o Ministério do Desenvolvimento Social deve criar planos que assegurem a alimentação diária básica dos brasileiros, por meio de cartões de compras especiais, os quais sejam distribuídos pelo Estado aos que não possuem boas condições monetárias. Somente assim, o problema da subnutrição será minimizado efetivamente no país.