Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 29/07/2020

No livro “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, narra os desafios da vida miserável dos moradores da favela do Canindé, na cidade de São Paulo, a autora relata momentos em que procura comida no lixo de fábricas para alimentar seus três filhos e dias que presenciou mortes de crianças vizinhas vítimas da fome. Da mesma forma, a subnutrição ainda é um problema presente no mundo. Pensando nisso, deve-se analisar o alto custo de vida e a falta de ações governamentais para a solução desse infortúnio.

Em primeira análise, é importante destacar o aumento dos gastos para sobreviver no mundo contemporâneo. Bem como, na Idade Média, a produção agrícola e a criação de animais era voltada para a subsistência, com pouca atividade comercial devido o êxodo urbano. Porém, o cenário econômico começa a mudar com o surgimento do capitalismo e o aumento populacional, consequentemente levando o surgimento de novas classes e o crescimento da desigualdade social. Logo, com a alta procura por mantimentos, eleva-se o preço, a população carente se torna excluída e sem condições de gerar seu sustento.

Ademais, a pouca iniciativa legislativa para mitigar o transtorno posterga a sua elucidação. Segundo o capítulo II, da Constituição Federal, de 1988, a saúde e a alimentação são direitos sociais de todo cidadão, assim sendo papel do governo garantir que a lei seja executada. Similarmente, a Comissão de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, determina que é dever de sua nação: “facilitar através de políticas públicas o acesso a recursos para sua sobrevivência e prover suprimentos para indivíduos em situação vulnerável”. Em suma, é preciso um trabalho contínuo em vários âmbitos para o cumprimento desse encargo.

Portanto, é notório que o Estado tome providências para superar o impasse, para que toda sociedade tenha uma nutrição adequada contribuindo com seu bem-estar. Urge que o Poder Executivo elabore programas sociais para brasileiros em situação de extrema pobreza, por meio de mapeamento estatístico das áreas mais críticas e contribuindo financeiramente através de criação e depósito em contas correntes, a fim de promover a saúde coletiva e qualidade de vida a todas pessoas. Somente assim, será possível se distanciar da realidade vivida por Carolina em “Quarto de Despejo”