Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 31/08/2020

Com o surgimento da Revolução Verde houve o surgimento da polêmica dos transgênicos, esta que é defendida por proporcionar o aumento da produtividade e a produção dos superalimentos. Eles são mantimentos saudáveis que possuem um alto valor nutricional e que poderiam ser utilizados para o combate à fome. Infelizmente, hoje, a bio-revolução não tem mais como uma das prioridades o combate à fome. Este desinteresse gera até hoje problemas como a má distribuição de alimentos e  desnutrição, que estão fortemente relacionados com a falta de recursos governamentais para adquirir alimentos no mercado internacional e com a alta desigualdade social nos países subdesenvolvidos.

Convém ressaltar, a princípio, a questão do embargo comercial, econômico e financeiro imposto pelos Estados Unidos à Cuba. Este bloqueio fez com que Cuba fosse proibida de manter relações não apenas com o os Estados Unidos, mas também com vários países da Europa. Este ato resultou no isolamento de Cuba e em dificuldades de importar alimentos básicos, o que afeta diretamente a alimentação e o desenvolvimento da sociedade cubana, causando a subnutrição da população. Lamentavelmente, este problema de incapacidade de importação ocorre não só com Cuba, mas também o Haiti e com diversos países do continente africano.

Ademais, a alta desigualdade social nos países subdesenvolvidos impacta diretamente na má distribuição de alimentos e, consequentemente, na subnutrição.No Brasil,esta subnutrição ocorre pela má qualidade alimentícia, que é consequência do difícil acesso da população mais carentes aos superalimentos. Além disso, a falta de saneamento básico causa infecções neste grupo, fazendo com que o consumo de enlatados e conservas seja mais alto. Segundo a coordenadora do Grupo de Pesquisa em Nutrição e Pobreza do IEA (Instituto de Estudos Avançados), Ana Lydia Sawaya, não existe a possibilidade de discutir a subnutrição sem apontar a falta de saneamento básico para grande parte da população brasileira.

Por fim, conclui-se que para solucionar esta problemática, é necessário que o Itamaraty - órgão de Poder Executivo responsável pela política externa do Brasil - deve manter relações saudáveis com países exportadores de produtos agrícolas e negociar a venda destes para o Brasil. Isto deve ocorrer por meio de de conferências, com o objetivo de evitar o desabastecimento na nação. Como também, o Ministério da Cidadania - órgão máximo de oferta e garantia da cidadania e da qualidade de vida para  o povo tupiniquim - deve promover o saneamento básico universal através das ETAs (Estações de Tratamento de Água) e das ETEs (Estações de Tratamento de Esgotos) com o intuito de evitar a contaminação alimentar nos bairros mais carentes e consequentemente  a subnutrição.