Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 31/08/2020

“Iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte de fome um pouco por dia”. O trecho do livro “Morte e Vida Severina , escrito em 1955 por João Cabral de M. Neto, problematiza a situação de pobreza e escassez de recursos. Hodiernamente, a subnutrição ainda é um problema no Brasil, uma vez que o Estado enfrenta dificuldades na tentativa políticas públicas que distribuam alimentos com qualidade nutricional.

Em primeiro lugar, cabe ressaltar que, segundo o “Pacto Internacional dos Direitos Humanos” ratificado em 153 nações, entre elas o Brasil, é de responsabilidade dos países garantir uma alimentação de qualidade capaz de de manter a saúde dos indivíduos, contudo, esse direito têm sido negligenciado. Tal afirmação pode ser comprovada, através dos dados da Organização Mundial da Saúde, uma vez que a segundo ela, a subnutrição é a causa indireta de 30% das mortes entre crianças ao redor do planeta. Dessarte, é  imprescindível garantir a população alimentos com alto valor nutricional, capazes de suprir a necessidades metabólicas.

Nesse sentido, vale salientar que a má distribuição dos alimentos é responsável por promover a situação de subnutrição, uma vez que os produtos mais baratos, ou seja, fácil acesso geralmente são industrializados, que possuem espessantes e conservantes. Tais agentes químicos incitam processo inflamatórios no corpo, ademais a maioria não possui vitaminas, minerais e proteínas fundamentais para manutenção da saúde. Segundo Flavio Passos, pesquisador de nutrição e empresário da marca Pura Vida, os ultra processados são maiores causadores dos diabetes e hipertensão que afligem a população.  Diante disso, nota-se a necessidade de garantir cestas básicas, as classe menos abastadas, contudo é preciso que contenham alimentos de origem orgânico, visto que suplementos eficientes, capazes de mitigar a subnutrição.

Destarte os fatos elencados, o Ministério da Saúde deve investir na compra de pequenos lotes de terra, tanto na metrópole como no campo, eles serão utilizados com o intuito de plantar legumes, verduras, hortaliças, elas serão distribuídas de modo a  suprir a necessidade semanais das famílias das comunidade mais necessitadas. Para isso, as pessoas realizaram cadastro nos Postos de Saúde, que deve conter dados sobre a respectivas condição de saúde. Mediante ao recolhimento dessas in informações nutricionista irão organizar cestas semanais Dessa forma, tal política pública, irá provê alimentos ricos em componentes nutricionais, que conseguem suprir as carências do metabolismo.