Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 27/08/2020

O imperialismo, período no qual as potências europeias dominavam os países subdesenvolvidos para ter acesso a mão de obra e recursos naturais, viabilizou a condição degradante de sub-cidadania por parte dos indivíduos desses países. Analisando essa intempérie na hodiernidade, é evidente que esse odioso cenário corroborou para as condições de pobreza desses povos, os quais devido a desigualdade construída historicamente vivem com a escassez de alimentos e a subnutrição. Com isso, é evidente a exclusão dos países subdesenvolvidos e o pensamento arcaico da sociedade.

Em primeira análise, a industrialização dos países europeus e norte-americanos, homogenizou os hábitos alimentares, aumentando a quantidade de restaurantes e Fast-food e, com isso a grande produção de alimentos. Entretanto, o desenvolvimento dessas potências não incluiu os países considerados atrasados - como a África e alguns países da Ásia - deixando-os a mercê da falta de comida e negligenciando a vida dessas sociedades. A respeito disso, de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, para garantir as condições básicas de vida dos indivíduos é necessário promover a alimentação da sociedade. Nesse sentido, é inegável que tal proposta não é realizada, posto que na contemporaneidade permanecem a flexibilização das leis e a falta de empatia da sociedade, os quais potencializam a permanência da má distribuição de alimentos.

Sob outro prisma, a mentalidade arcaica da sociedade inviabiliza a promoção de investimentos no desenvolvimento e na alimentação da sociedade. Isso porque, a concentração de capitais e o sentimento nacionalista impedem a organização e a efetivação de politicas desenvolvimentistas, realidade esta que demonstra a fragilidade dos mecanismos de proteção à dignidade humana. Seguindo essa linha de pensamento, segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, em um estado patológico, ou seja, em crise, o desenvolvimento seria inviável, visto que a desigualdade impediria o progresso. Nesse viés, com a precária disponibilidade de alimentos para os grupos menos favorecidos e a imobilidade das instituições governamentais para mitigar esse caótico cenário, o pensamento  Durkheimiano permanecerá nas futuras gerações.

Urge, pois, que medidas sejam realizadas para mitigar a má distribuição de alimentos e a subnutrição.

Cabe, diante desse cenário, a criação de instituições desenvolvimentistas, na qual haverá investimentos para garantir a alimentação da sociedade, mediante a projetos de distribuição de recursos, por parte dos governos, em colaboração com as países com grande potencial de produção alimentícia - os quais proporcionarão a maior disponibilidade de comida para os indivíduos - visando proteger à dignidade humana e as condições adequadas de vida para toda a sociedade.