Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 27/08/2020
Segundo a Teoria de Thomas Malthus, a produção alimentícia não comportaria o crescimento populacional, porém, com a da Revolução Verde, surgiram tecnologias que auxiliaram na quebra dessa teoria. Contudo, nota-se, atualmente, a ocorrência de subnutrição humana em virtude da má gestão e armazenagem dos alimentos, e de suporte do governo no combate ao entrave supracitado. Diante disso, torna-se imprescindível ações da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), juntamente com os Ministérios da Agricultura e Desenvolvimento dos maiores produtores agrícolas globais a fim de solucionar tal querela.
Primeiramente, vale ressaltar a ineficiente gestão e armazenamento dos alimentos, devido ao baixo investimento nessa área, a qual, segundo a FAO, proporciona perdas de até 30%. Algo similar foi visível durante a Idade Média, na qual os camponeses enfrentaram fome em virtude das condições precárias vivenciadas no período, assim impossibilitando-os para o consumo humano. Com isso, nota-se a relação entre o uso de tecnologias adequadas na manipulação dos alimentos e a ocorrência de fome e desnutrição.
Ademais, percebe-se a negligência estatal intensificando a má distribuição alimentícia, uma vez que os países com maior recorrência desse fenômeno possuem economia voltada à produção de commodities para fins não alimentares, a qual ocupa grande parte do território nacional. Com isso, o mercado interno é atendido pelos minifúndios, geralmente com poucas tecnologias de armazenagem e produção, o que dificulta o acesso igualitário aos produtos devido à maior suscetibilidade às adversidades climáticas, assim visto durante a segunda década do século XXI, com o aumento constante nos preços de itens básicos como feijão, em virtude das secas enfrentadas no período. Deste modo, vê-se um estímulo governamental voltado à exportação majoritária da produção agrícola e, por conseguinte, permitindo o atendimento do mercado interno por produtores pobres em infraestrutura, proporcionando perdas.
Portanto, nota-se a intensificação de produtividade pelo advento da Revolução Verde, no entanto a má gestão alimentar promove perdas significativas, assim propiciando a persistência da subnutrição. Diante disso, torna-se imprescindível que a FAO, em parceria com os Ministério da Agricultura e Desenvolvimento dos maiores produtores agrícolas em escala global, promova o programa ‘Alimentaê’, no qual os países-membros deverão implementar soluções de preservação dos produtos, através de investimento em silos e novas técnicas de estocagem. Ademais, deve-se destinar 30% das exportações ao mercado interno, a fim de evitar as perdas recorrentes e mitigar a ocorrência de fome e desnutrição, além de romper com a Teoria Malthusiana