Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 01/09/2020

A escassez de alimentos é um problema que atinge um número elevado de cidadãos em todo o mundo. As causas dessa falta de alimentos são as mais variadas possíveis. Em algumas regiões, as causas naturais agravam a situação, mas essencialmente a desigualdade é causada pelo próprio ser humano, com sua concentração de riqueza desigual . Atualmente, mesmo com os avanços tecnológicos e sociais, milhões de pessoas ainda sofrem com esse problema no nosso país.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar os fatores que contribuem para esse mal. Um deles é o crescimento econômico o qual é insuficiente para acabar com a pobreza no Brasil. Isso acontece, principalmente, devido à concentração de renda, que perpetua a desigualdade social, e tem como consequência a fome e a miséria. Além disso, devemos destacar a instabilidade política, má administração dos recursos públicos e a estrutura fundiária injusta, que impossibilitam o acesso dos trabalhadores aos meios de produção e concentram as terras nas mãos de poucos. Ademais, as próprias causas naturais, como clima, desastres ambientais e pragas, são responsáveis por acentuar o problema da fome no Brasil, apesar de não serem tão expressivas quanto a ação humana.

Qualquer tentativa de atacar os problemas da fome e da pobreza deve considerar as suas mais profundas causas. Esse diagnóstico aponta para a urgência de um amplo processo de redistribuição da riqueza nacional, e essa não é uma tarefa que possa ser deixada para o mercado. Ao contrário, a experiência internacional mostra que só se resolve o problema com a ação firme e planejada do Estado. As políticas públicas de combate à fome e pobreza não devem, portanto, se restringir a compensar os efeitos de um modelo econômico concentrador. Deve-se romper com a separação das áreas econômica e social.

Fica claro, portanto, que as políticas de promoção da segurança alimentar devem ser pensadas como parte de um projeto alternativo de desenvolvimento, que tenha como eixo central a promoção de um crescente processo de inclusão social. Então, o Governo deve repensar projetos sociais a curto prazo, reformulando antigas iniciativas, como o Fome Zero, além de, a longo prazo, pensar em outras maneiras de distribuição de renda e reforma agrária.

Quanto à sociedade, cabe a solidariedade, principalmente por meio de campanhas de doações, em parceria com a mídia e com as inúmeras ONGs espalhadas pelo País. Só assim acabaremos com um problema que, ainda no século XXI, mata pessoas diariamente.