Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 31/08/2020
A teoria Malthusiana, que surgiu no século XIX, afirmava que o número de alimentos produzidos não abasteceria o número de habitantes populacionais. Embora essa teoria estivesse equivocada devido à revolução verde, a qual aumentou significativamente o número de produtos alimentícios sendo o bastante para poder acabar com a fome, ainda existe muitos países subdesenvolvidos nos quais a população sofre com a desnutrição, principalmente as crianças, por não terem acesso mínimo de comida necessária. De fato, isso está relacionado com a má distribuição entre territórios ricos e pobres devido ao alto preço do mercado e a falta de modernização em áreas rurais desprovidas de riqueza.
Em primeira análise, vale ressaltar o êxodo rural, o qual pessoas que moram no campo migram para a cidade por melhores condições de trabalho, mas que, na maior parte da vezes, não possuem uma formação acadêmica. Logo, a dificuldade encontrada por elas em conseguir um bom emprego, em um bom lugar, que garanta às suas necessidades básicas, como a alimentação, é grande. Com efeito, obtém-se um salário baixo que faz contraste com os preços altos de produtos encontrados em supermercados, não sendo capazes, assim, de assegurar uma boa alimentação. Isso é presenciado em municípios de extrema pobreza do Sudeste brasileiro, visto que é uma região que atrai imigrantes rurais por obter maiores oportunidades de emprego.
Em segunda análise, há lugares que a vegetação e o clima predominantes não favorecem com a produção agrícola, como, por exemplo, a região Nordeste do Brasil. Com isso, é notável que moradores de zonas rurais que vivem da agricultura de subsistência e, às vezes, ganham seu dinheiro a partir dela, enfrentam problemas de plantio quando há a prevalência da seca, aumentando sucessivamente o risco de fome e, consequentemente, a desnutrição. De fato, isso ocorre porque esses trabalhadores não obtém técnicas modernas de plantio que garantem uma melhor produtividade mesmo quando os fenômenos da natureza, clima e vegetação, não são favoráveis.
Portanto, é necessário que a Prefeitura responsável por cada município, por intermédio de incentivos financeiro do Governo Federal e arrecadação de alimentos a partir de campanhas, estabeleça a distribuição de cestas básicas para os moradores de baixa renda incapacitados de adquirirem uma boa alimentação, a fim de reduzir a taxa de fome dessas áreas. Ademais, urge ao Ministério da Agricultura disponibilizar equipamentos modernos por meio de instalações em zonas rurais mais pobres, para melhorar o serviço dos agricultores, diminuindo a dificuldade de produção em épocas desfavoráveis. Sendo assim, haveria uma melhor distribuição dos alimentos e, consequentemente, a redução da desigualdade.