Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 01/09/2020
Dados do Jornal USP mostram que uma em cada nove pessoas no mundo é subnutrida, ou seja, alimentam-se mal e pouco. Os fatores que ocasionam a subnutrição originam-se de políticas ineficazes no combate de mazelas sociais causadoras da fome, tais como a má distribuição de renda, condições de sobrevivência escassas e falta de saneamento básico, ocasionando péssimos (ou inexistentes) hábitos alimentares. Assim, urge a necessidade de aniquilar a subnutrição pela raiz por meio da criação de políticas públicas as quais emancipem a saúde e bem-estar dentro de uma sociedade ainda desigual e doente.
Em primeiro plano, cabe analisar a fome do país como um problema político, e não individual. Inserto no pensamento de Nancy Fraser, “O pessoal é político.”, é necessário observar os fatores sociais e governamentais que levam à subnutrição dos indivíduos na sociedade. Em pesquisa divulgada pela Universidade de São Paulo (USP), mostrou-se que 12,5% da população mundial é subnutrida, em sua maioria crianças. A subnutrição e má distribuição de alimentos são resultado da negligência governamental para com sua população, demonstrando ineficiência nas ações de combate a desigualdade alimentícia do país.
Em segundo plano, é mormente destacar que o sistema econômico vigente - capitalista - liderado por grandes empresas bilionárias e milionárias frisa, com cada vez mais impacto, o abismo entre àqueles que são subnutridos e os que não são. Paralelamente, países desenvolvidos concentram a maior parte da taxa de subnutrição do mundo (via Jornal USP), acentuando cada vez mais a diferença entre os ricos e pobres e as políticas de emancipação e suporte para tais grupos.
Visando a resolução dessa problemática, é mormente que o Governo Federal - como órgão atuante em todo o país - trabalhe em políticas de distribuição de alimentos, renda e inserção ao mercado de trabalho para com as classes mais marginalizadas. Em paralelo, o Ministério da Educação deve investir em políticas responsáveis pela educação alimentar de jovens e crianças, mostrando o impacto da subnutrição em suas vidas e como o pensamento político é necessário para que esta não ocorra em nenhuma de suas fases de crescimento. Quiçá, urge que os Poderes Legislativo e Judiciário criem e executem leis de emancipação do trabalhador e sua vida pessoal - tal como a garantia de alimentos e saúde de qualidade por parte do empregador e Governo - evitando com que a subnutrição atrapalhe a individualidade do sujeito demonstrado por Nancy Fraser, e torne-o um dado estatístico de subnutrido do Jornal USP.