Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 03/09/2020
Um tópico que requer análise sensata e urgente consiste na subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos. Em se tratando desse assunto, uma abordagem coerente aponta para a desigualdade social e acessibilidade de produtos alimentícios. Portanto, é imperioso gerar melhorias sociais por intermédio da educação.
A princípio, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), expôs que, no Brasil, 28,3% da verba encontra-se com apenas 1% da população. A partir desse fato, pode-se inferir que a desigualdade de renda é exacerbada e, consequentemente, gera problemas no sistema social, corroborando à pobreza e, em casos extremos, para a miséria. Uma vez que há este cenário, é comum que parcela significativa do país possua pessoas subnutridas, pois sem recursos financeiros dificulta a possibilidade de adquirir de alimentos e sua distribuição torna-se centralizada em determinado público.
Ademais, é necessário frisar que a subnutrição não está apenas vinculada ao fato de comer pouco, mas também de nutrir-se, ingerir nutrientes, como; carboidratos, lipídios, proteínas, sais minerais e vitaminas, para o funcionamento salubre do organismo. Ou seja, não adianta alimentar-se com “calorias vazias” - baixa densidade nutricional -, deve haver macro e micronutrientes presentes. Entretanto, diversas vezes, o indivíduo não possui esta opção, devido ao número significativo de produtos alimentícios nutritivos serem de alto valor comercial, dificultando a acessibilidade de compra. Por conseguinte, pessoas com poderes aquisitivos maiores obtém mais frequentemente alimentos substanciais.
Vista essa realidade, o Poder Executivo deve direcionar verbas ao âmbito educacional, com intuito de promover melhorias em sua estrutura e sistema, com metodologias ativas e inovadoras que gerem inclusão social e despertem interesse no indivíduo desde os anos bases, e que incentivem o aprendizado e diminuam a evasão escolar, com a finalidade de garantir educação de qualidade à todos - direito inerente segundo a Constituição Federal -, para gerar oportunidades profissionais futuras baseadas em aptidões e gostos, que corroborem a avanços individuais e desenvolvimento da sociedade como um todo, com igualdade de oportunidades, elevando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o Produto Interno Bruto (PIB) do país.