Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 01/09/2020
No contexto social vigente, nota-se que a má distribuição de alimentos é a causa principal das subnutrição infantil que é considerada, por conceito, uma alimentação com escassez de nutrientes. Traçando um paralelo a isso, a Teoria de Malthus alertava sobre o fato de que a produção de alimentos crescia de forma aritmética, enquanto o crescimento populacional se apresentava em uma progressão geométrica, logo a escassez de alimentos era previsível; Todavia,este conceito foi ultrapassado e o’que se observa hoje é que a produção de alimentos mundial é suficiente para os quase 7 bilhões da população global e o que realmente resulta na problemática abordada é o desperdício de alimento combinado com a extrema pobreza.
É primordial ressaltar que o descarte indevido de alimentos, ainda em condições de uso, é latente na conjuntura atual. Segundo a Fundação Getúlio Vargas e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, identificaram que uma família composta por 3 pessoas pode desperdiçar até R$1.002,00 por ano , valor superior ao salário mínimo do período da pesquisa (2019). Foram ouvidas quase 1700 famílias em todo o país, o que evidencia uma cultura inconsciente e negligente de mal aproveitamento de alimentos que ainda estavam em condições de serem consumidos.
Outro fator importante, é que famílias em condições de extrema pobreza podem a chegar a um aumento de 15%, conforme relatório de 2020, elaborado pela Save the Children e pelo UNICEF, o que representa mais de meio milhão de pessoas, sendo que , quase dois terços dessas crianças, vivem na África Subsariana e na Ásia Meridional. Tais dados são alarmantes e evidenciam o quanto a miséria está presente nos lares e em países que são mais afetados pelas precárias condições econômicas que esta parcela da população apresenta.
Fica claro, dessa forma, que cabe ao Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico a elaboração de metas de desperdício para grandes conglomerados internacionais do agronegócio, e ainda redirecionar os produtos que seriam descartados para ONG’S e programas públicos que visem em incentivo a redução da fome; É papel, também, a Organização Mundial do Comércio realizar incentivos fiscais para a entrada de capital externo nos países que mais sofrem com a situação de extrema pobreza e também fomentar a economia interna com parcerias e alianças com iniciativa privada, a fim de gerar novos postos de trabalho, agindo diretamente na causa do problema da pobreza. Logo, esse cenário pessimista pode ser atenuado a longo prazo.