Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 01/09/2020
“Há alimentos suficientes para todos no mundo”, afirma Benedikt Haerlin, da fundação Zukunftsstiftung, que apoia projetos ecológicos e sociais no setor agrícola. Diante desta frase, é importante refletir sobre o porquê de ainda existir a fome e a subnutrição no mundo, e a resposta está na má distribuição de alimentos e falta de saneamento básico, pois quando conseguem algo para comer, o que é difícil por conta da má distribuição, esses alimentos logo se tornam impróprios para consumo devido a péssima qualidade do ambiente, decorrência da falta de saneamento básico. Posto isso, é imprescindível que haja uma mudança, pois a cada ano, o número de mortes por subnutrição aumenta.
Diante disso, o mundo produz diariamente comida em quantidade suficiente para alimentar toda a população do planeta, no entanto a fome mata uma pessoa a cada 3,5 segundos no mundo por não ter acesso a ela. Segundo o Relatório Mundial Sobre a Fome 2019 da ONU, estima-se que existam hoje 854 milhões de pessoas subnutridas no mundo. O documento revela também, que 300 milhões de crianças passam fome no mundo e 25 mil pessoas morrem por dia de subnutrição ou doenças associadas ao problema, ou seja, por causa da péssima distribuição de alimentos, há esse número exorbitante de mortos, fato que precisa ser mudado.
Além disso, outro fato que contribui com a subnutrição de pessoas, é a péssima qualidade do saneamento básico, e é importante ressaltar que o saneamento básico para todos é um direito assegurado na Constituição Federal. Entretanto, essa lei não é cumprida, já que quase metade da população brasileira não possui acesso ao tratamento de esgoto de qualidade, segundo a Organização Mundial da Saúde. Logo, a falta de um saneamento de qualidade gera inúmeros problemas, dentre eles, o desperdício de alimentos, pois uma vez em contato com lugares sem saneamento, ficam impróprios para consumo, assim, dificultando ainda mais a alimentação da população necessitada, contribuindo com a subnutrição no mundo.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas efetivas para reverter este cenário. O Ministério da Saúde deve, a partir da liberação de verbas financeiras, investir na construção de instalações de tratamento de esgoto em áreas mais afastadas, como as periferias de grandes metrópoles. Além disso, a mídia de muitos países podem gerar campanhas de conscientização para mostrar a população e incentivar o não desperdício de alimentos, assim expondo ideias de como reaproveitar melhor cada parte do produto. Sendo assim, com tais implementações, a subnutrição, decorrente da má distribuição de alimentos e da falta de saneamento, poderão ser uma mazela passada na história da humanidade.