Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 01/09/2020

No mundo encontra-se alimento em quantidade suficiente para que não exista fome, dado a eficiência e o desenvolvimento dos meios de produção. Porém, a má distribuição alimentícia ainda estabelece o mau da subnutrição mundialmente, seja por incapacidade de transporte e armazenamento dos produtores e distribuidores, como também pela falta de poder aquisitivo de certas populações para uma alimentação essencial, o que habitualmente é visto nas parcelas mais pobres da sociedade. Demonstrando que, tal mal tem duas frentes a serem combatidas.

Ainda que o Brasil seja um grande produtor de alimentos, a população sofre com problemas de distribuição da comida básica. Tal fato se dá por dois motivos, que são a presença de um agronegócio voltado à exportação e também o Custo Brasil que amplifica a má distribuição. O território brasileiro tem uma predominância no cultivo de soja, mas esse produto nem mesmo faz parte da alimentação brasileira, mostrando que a produção em massa do país não tem um foco na alimentação nacional. Este problema junto à péssima em qualidade da malha rodoviária brasileira, permite que toneladas de alimentos que poderiam chegar na mesa da população sejam perdidos, encarecendo preços de produtos de baixa qualidade que não foram perdidos.

Dessa forma, com a produção seletiva e alimentos de qualidade com alto valor no mercado interno, o preço atual fica como divisor de águas entre aqueles que podem ou não pagar por uma alimentação adequada. Efetivamente, isso não seria um problema se a população brasileira tivesse igualdade no poder de escolha de sua sua alimentação. Contudo, para exemplificar tal fato é necessário fazer uma análise dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) onde em uma pesquisa de 2018 foi revelado que grande parte da população vive com pouco mais de cinco dólares por dia. Indicando que a condição de pobreza extrema é refletida na alimentação, quem ganha pouco continuará forçado a comprar alimentos de baixíssima qualidade.

Logo, é evidente que ações devem ser tomadas enquanto a distribuição de alimentos, e a acessibilidade da população na questão econômica. Cabe ao Ministério da Infraestrutura focar em melhorias na malha rodoviária do país, por meio de ações em conjunto de cada estado para melhorar o transporte do alimento, e assim diminuir o peso que tem o Custo Brasil na alimentação do povo. Ao Ministério da Fazenda, cabe estudar meios por pesquisas e consultas a população de melhor distribuição da renda nacional a fim de proporcionar um melhor poder de comprar para todos de forma igual.