Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 01/09/2020
A partir do século XIX, a produção de alimentos ficou muito mais ampla e eficaz com os avanços da revolução industrial, mesmo assim, até o século XX se acreditava que um dia a população mundial seria grande demais para a oferta de alimentos. Todavia, em pleno século XX, o que realmente acontece não é a falta de alimentos, mas uma má distribuição destes para os que precisam, gerando subnutrição e pobreza pelo mundo todo.
Para começar, analisa-se a teoria Malthusiana, do século XVII, a qual dizia que população humana cresce mais rápido do que o ser humano é capaz de alimentar. Tão logo, um dia a humanidade passaria fome e se degradaria. Contudo, um estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) de 2017 mostra que a humanidade produz o suficiente para alimentar sadiamente a população mundial atual e se a produção seguir os avanços tecnológicos nessa área, pelo próximo século não deve haver mais procura do que oferta de alimentos na terra.
Em relação ainda a este assunto, Gandhi disse uma vez: “o mundo tem o suficiente para o homem, mas não para sua ganancia”. Isso praticamente resume o problema atual, já que devido aos altos impostos em cima dos alimentos e a falta de interesse comercial em levar estes artigos a regiões carentes do mundo, tem-se um cenário cujo milhões passam fome em quanto outros desperdiçam toneladas de comida que jugam menos adequados. Para exemplificar, a agência global de comunicação Edelman, fez uma pesquisa em 2018 sobre os hábitos alimentares dos brasileiros e descobriu que 49% da população desperdiça comida em bom estado, seja por sobrar ou por não saberem se esta boa ou ruim, o que gera ao ano cerca de 5% a 9% do lixo orgânico no país.
Dito isso, se conclui que o mundo é capaz de suprir a carência humana por comida, mas a falta de empatia dos grandes produtores, países e até das próprias pessoas em se ajudarem, causa uma realidade de fome e subnutrição pelo planeta, inclusive no Brasil. A fim de resolver isso, o Ministério do Desenvolvimento Produtivo e Comercial devem focar em produzir e comercializar alimentos mais baratos para distribuir às comunidades mais carentes, diminuindo os tributos nos preços e investindo na infraestrutura de transporte para que essas mercadorias cheguem mais rápido aonde precisam delas. Fora isso, campanhas contra o desperdício de alimento por parte das prefeituras que devem entender como trabalhar com sua comunidade para atingir o objetivo de aproveitar mais alimentos e organizar sua distribuição a todos. Desta maneira, o Brasil será um modelo ao mundo do que se pode fazer para ajudar a todos nesta questão.