Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 01/09/2020

A obra, “Comedores de Batata”, do pintor holandês Van Gogh retrata a miséria e escassez de comida que submeteu uma família. Embora a pintura seja de 1885, a questão criticada é atual, pois a fome, a pobreza e a subnutrição são problemas graves que afetam o mundo todo. Isso tem raízes na má distribuição de renda e na falta de educação nutricional.

A má distribuição de renda é fator relevante na divisão de comida entre os países do mundo. Visto que, as desigualdades sociais estão intimamente ligadas ao capital mal dividido, que segundo o economista Thomas Piketty, o Brasil tem mais renda concentrada que nos países árabes, onde 1% de bilionários mais ricos representam 26% da renda local. Ademais, apesar da existência do plano, “Metas para o Milênio”, criado em 2000 pela Organização das Nações Unidas, no qual a primeira meta é erradicar a fome e a pobreza, os países envolvidos não se empenham em tornar o plano realidade, pois toneladas de comida ainda são jogadas no lixo todos os anos. Por isso, faz-se imperioso a efetividade dos programas destinados a resolver a fome e a extrema pobreza.

Outrossim, a carência de educação nutricional consta como um empecilho na amenização da subnutrição, uma vez que, inclusivamente os países mais ricos do mundo vivenciam tal adversidade. Consoante com dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, entre 2015 e 2017 revelaram 8,1 milhões de subnutridos nos Estados Unidos e 5,1 milhões no Brasil. Além disso, existe na grade escolar pública brasileira a Lei Nº 11.947, que garante educação nutricional, todavia, desfalques de corrupção impedem que essa lei seja cumprida em todas as escolas públicas do país.

Diante os fatos mencionados, é de suma importância que os Estados do mundo realizem medidas a fim de abolir a subnutrição. Cabe aos governos dos países desenvolverem políticas públicas destinadas aos restaurantes públicos para que ofereçam refeições nutritivas diariamente, com o intuito de diminuir significativamente a quantidade de alimentos que são desaproveitados. Outrossim, as escolas das nações devem implementar aulas regulares de educação alimentar, com o propósito de ensinar as crianças a se alimentarem de forma saudável, para que futuramente não haja altos índices de subnutrição mundial.