Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 09/09/2020
Em 1955, o escritor João Cabral De Melo Neto publicou a obra ´´Morte e Vida Severina``. Na qual, objetivou promover uma reflexão crítica sobre os problemas sociais brasileiros daquela época. Porém, mesmo que muitos dos relatos contidos no livro não façam mais parte da sociedade contemporânea, não só o Brasil, mas o mundo todo, ainda sofre com problemas de subnutrição e mau direcionamento de alimentos. Nesse viés, o Brasil, por sua vez, sofre com a negligente má distribuição de capitais e bens de consumo, que consecutivamente, é a geratriz da subnutrição e escassez de alimentos. Congruetemente, o povo se auto limita a escassez, não buscando seus devidos direitos básicos. Desse modo, é de grande importância que o Ministério da Saúde e Bem Estar Social, em consonância com a luta popular devam viabilizar seus esforços, em busca de uma melhor qualidade de vida para todos.
A princípio, percebe-se que as Instituições governamentais tem grande potencial de mudanças na vida dos populares, contudo, a subnutrição é uma das formas de expressar as falhas desiguais que são cometidas, perante ao meio social. A esse respeito, Zygmunt Bauman elaborou o conceito ´´Instituição Zumbi``, segundo o qual algumas entidades- dentre elas o estado- não estão exercendo seu papel de modo adequado. Nesse contexto, o Ministério da Saúde e Bem Estar Social se encaixa, perfeitamente, na teoria do sociólogo Polonês, pois a má distribuição de alimentos não só retrata a falta de avaliação e reestruturação dos cuidados básicos com os populares, como também retrata à distribuição de capitais em relação as necessidades individuais de cada região do país. Complementarmente, a subnutrição é o choque de realidade, para a remodeladação das nossas ações em relação ao bem estar do próximo.
De modo análogo, é indubitável ressaltar, que o meio social é um dos principais fundamentadores das dificuldades geradas no âmbito popular em relação aos desiguais meios de distribuição e acesso aos produtos básicos alimentares do cotidiano. Diante disso, o célebre sociólogo Emille Durkheim destacou, que o nosso egoísmo é em grande parte produto da sociedade. Sendo assim, a sociedade atual age mais pelo meio capitalista do que pela necessidade do próximo, ou seja, milhares de pessoas passam necessidade fisiologicas, por falta de alimentos e por serem ignorados nas suas lutas indiviuais que deveriam ser coletivas, em busca do bem comum de todos: o direito do cidadão.
Frente aos desafios que inoculam na sociedade, o Ministério da Saúde e Bem Estar deve avaliar as necessidades da população e com isso poderão viabilizar produtos e serviços concretos, para minimizar a má distribuição dos produtos básicos, sejam eles alimentares ou não, para quem precisa. Nesse viés, a mobilização popular auxiliaria na fundamentação dos direitos do cidadão, mostrando e influenciando com seu caráter coletivo.w Assim, poderá se efetivar uma esperança como no livro de João Cabral.